quarta-feira, outubro 18, 2006

Humor político

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, afirmou hoje que a culpa do aumento de 15,7 por cento no preço da electricidade em 2007 é dos consumidores, porque "este défice tem de ser pago por quem o gerou".

Até este ano, a lei impedia uma actualização dos preços acima da inflação, o que deu origem a um défice tarifário que, na opinião de Castro Guerra, "só pode ser imputado aos consumidores".

"São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém", declarou o governante à rádio TSF. "Este défice tem de ser pago por quem o gerou", disse ainda Castro Guerra.

Retirado do público online.

Como? Repita lá, que eu estou mal de percebas:

1. Então a lei feita por quem elegemos e por quem nos tem governado impedia uma actualização dos preços acima da inflação e agora descobre-se que por causa dessa lei NÓS É QUE DEVEMOS DINHEIRO? Mas devemo-lo a quem? Desculpem, mas se a lei está mal feita não foram os senhores que a fizeram? Fizessem-na melhor.

2. Depois, senhores pseudo-socialistas, já vos ocorreu que há sectores em que não se pode só esperar lucros quando se está à frente de um governo e que o da electricidade é um deles por se tratar de um bem essencial?

3. Este tipo de declarações não é uma auto-desresponsabilização dos políticos?

4. A EDP não é uma das empresas que mais lucros apresenta? Então por que não usar esses lucros para cobrir o "défice tarifário" que nós , malevolamente por certo, criámos?

Eu quero, posso e mando

Medronho, em resposta ao teu comentário no poste anterior, é simples: nós pagamos à banca e a banca não paga nada a ninguém, mete ao bolso. A isto cham-se estímulo a um sector pobrezinho e com muito poucos lucros. Os governos pseudo-socialistas e pseudo-sociais-democratas têm muito cuidado com os lucros destes senhores.

Não têm é cuidado nenhum connosco. E sabes porquê? Porque sabem que o português manda vir muitas, mas muitas, postas de pescada no café ou no autocarro mas que não passa disso. Isto é que é triste. Repara na impunidade destes seres pensantes: ontem na apresentação do OGE até anunciaram que os deficientes (nem sei por que é que eles não arranjaram um eufemismo hipócrita mais ao gosto deles para designar este grupo de cidadãos) iriam pagar mais imposto! Isto num país em que nada ou quase nada é construído a pensar nestes cidadãos que são constantemente atacados nos seus direitos mais básicos, como os da mobilidade ou os do acesso ao emprego. Depois ainda tivemos que ouvir o senhor Sócrates, com aquele ar cândido que o diabo lhe deu, dizer que estas medidas se destinavam a promover a justiça social.

Perante estas e outras barabaridades nós, o povo que devia ordenar mais, encolhe os ombros e não exige melhores políticos. Temos a liberdade para o fazer mas preferimos não o fazer. Curioso, não? Eu até diria: assustador.

domingo, outubro 15, 2006

Manifestações e autismo

Temos assistido (pouco) nos telejornais, lido nos jornais e ouvido nas rádios que muita gente anda descontente neste país, que há manifestações como desde há décadas não se faziam contra as políticas do senhor Sócrates. E a reacção do senhor Sócrates e dos seus correlegionários de governo é algo como: "há uma manifestação? 'tá bem, abelha."

Este autismo dos eleitos em relação aos eleitores, i.e., em relação a todos quantos foram votar (e não só aos que votaram no PS), lembra o autismo dos tempos do Aníbal. Aposto que o Sócrates anda a receber lições às 5ªs. Concordamos todos que algo tem que mudar neste país que os governos têm sucessivamente desgovernado, mas será necessário tratar tão mal os manifestantes e os votantes? E aqueles votantes que se estão regozijando por finalmente a Função Pública estar a "ter o que merece" não se esqueçam: a Função Pública é o referencial de negociação para o sector privado, quanto pior tratados forem os trabalhadores da função pública, pior o serão os do privado, por arrastamento.

Já agora, se a culpa do desvario das contas públicas não é dos trabalhadores, por que não chamar os políticos que nos governaram e responsabilizá-los criminalmente? Talvez assim, de futuro, os políticos pensassem mais com o cérebro e menos com os amiguismos. Talvez assim, a qualidade de quem nos vai "governando" começasse a mudar. E se é preciso apertar o cinto e poupar dinheiro, para quando a tributação das mais-valias em bolsa, para quando uma verdadeira reforma fiscal? Por que razão tenho eu de pagar tantos impostos directos e indirectos e o meu vizinho do lado só tem que pagar os relacionados com o consumo, apesar de ter um carro que custou mais do que a minha casa e uma casa que custou o preço de 10 carros iguais ao dele? Que raio de governação socialista é esta? Socialista? Em quê? Só se for para roubar aos trabalhadores para dar às grandes empresas, aos bancos e a toda a gente que foge aos impostos,mas beneficia das estradas, dos hospitais, das escolas que EU e outros como eu pagamos.

P.S. A imagem é do Kaos, que há muito nos anda a lembrar de que só as moscas mudaram.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Sublinhados

" A vida é atroz; sabemos isso. Mas precisamente porque espero pouco da condição humana, os períodos de felicidade, os progressos parciais, os esforços de recomeço e de continuidade parecem-me outros tantos prodígios que compensam quase a massa enorme dos males, dos fracassos, da incúria e do erro. Hão-de vir as catástrofes e as ruínas ; a desordem triunfará, mas também a ordem, por vezes. A paz instalar-se-á de novo entre dois períodos de guerra; as palavras liberdade, humanidade, justiça reencontrarão aqui e ali o sentido que temos tentado dar-lhes."

Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, trad. Maria Lamas

Concordo com Adriano/Yourcenar. Toda a esperança de evolução social tem este limite, mas também esta certeza: os progressos nunca serão definitivos, mas regressarão sempre.

Sublinhados

"Duvido de que toda a filosofia do mundo consiga suprimir a escravatura: o mais que poderá suceder é mudarem-lhe o nome. Sou capaz de imaginar formas de servidão piores que as nossas [a escravatura no tempo do imperador romano Adriano], por serem mais insidiosas: seja que consigam transformar os homens em máquinas estúpidas e satisfeitas, que se julgam livres quando estão subjugados, seja que se desenvolvam neles, com exclusão dos repousos e prazeres humanos, um gosto pelo trabalho tão arrebatado como a paixão da guerra entre as raças bárbaras. "

Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar , trad. Maria Lamas

Yourcenar fala aqui da "servidão do espírito ou da imaginação". Quantas vezes nos sentimos nós vítimas desta ignominiosa servidão? Quantas vezes colocamos nós próprios as nossas grilhetas?

segunda-feira, outubro 09, 2006

Medo Nuclear


Com a nova afronta de Kim Yong II, no teste nuclear. O medo de um possivel ataque nuclear instalou-se (principalmente) nos países vizinhos: Coreia do Sul, China e Japão.
O meu receio não será tanto do lunático ditador norte coreano, mas sim na venda desta informação a "pequenos" ditadores, fanáticos que pretendam usar contra o Ocidente.

Nós podemos controlar a mudança do clima...

...sem muito esforço: clica aqui e toca a mudar o nosso comportamento um bocadinho. É que o mundo já cá estava quando chegámos e quando sairmos temos que o deixar estimadinho para a geração seguinte.

terça-feira, outubro 03, 2006

Via ecológica

Como produzir biodiesel para usar em automóveis a gasóleo, diminuindo o dinheiro gasto em combustível e diminuindo o nosso impacto sobre o meio ambiente ?

Encontrei um curso sobre esse assunto (graças ao Venus as a boy, obrigada), está aqui:

http://www.troquedeenergia.com/CursoBioDiesel/CursoBioDiesel.php

e nesse sítio há muito mais coisas interessantes!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Sublinhados

1. ... musicais

Vou falar-vos dum curioso personagem: Jeremias, o fora-da-lei
Descendente por linhas travessas do famigerado Zé do Telhado
Jeremias dedicou-se desde tenra idade ao fabrico da bomba caseira
Cuja eloquência sempre o deixou maravilhado

Para Jeremias nada se assemelha à magia da dinamite
A não ser talvez o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra
Só quando as fachadas dos edificiospúblicos explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei que as leis encerram

Há quem veja em Jeremiasapenas mais uma vitima da sociedade
Muito embora ele tenha a esse respeito uma opinião bem particular
É que enquanto o criminoso tem uma certa tendência natural p´ra ser vitimado
Jeremias nunca encontrou razões p´ra se culpar

Porque nunca foi a ambição nem a vingança que o levou a desprezar a lei
E jamais lhe passou pela cabeça tentar alterar a constituição
Como um poeta ele desarranja opesadelo p´ra lá dos limites legais
Foragido por amor ao que é belo e por vocação

Jeremias gosta do guarda roupa negro e dos mitos do fora-da-lei
Gosta do calor da aguardente e de se seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os homens respeitaveis se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram: o fora-da-lei

Gosta de tesouros e mapas sobertudo daqueles que o tempomais mal tratou
Gosta de brincar com o destino e nem o próprio inferno o apavora
Não estando disposto a esperar que a humanidade venha alguma vez a ser melhor
Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora.

(cantado pelo Jorge Palma, no Lado Errado da Noite)

2. ...cinematográficos

"we are nihilists, we believe in nothing"

The Big Lebowski, realizado pelos irmãos Cohen


Obs. : Acabará o idealismo no niilismo ou em escolher o nosso lugar do lado de fora?
Ou cansar-nos-emos de seguir remando contra a maré e votaremos todos no bloco central?

domingo, outubro 01, 2006

Experiências ecológicas

Este fim de semana fui caminhar com a Quercus, de Aveiro, pelo Vale do Rio Urtigosa, em Arouca.

Foi mais um daqueles dias de muita conversa boa e muito contacto com a natureza. Soube bem esperar a chuva e não chover, sentir o aroma das vindimas por todo o lado, ver árvores que não fossem eucaliptos, conviver com pessoas de diferentes idades e interesses. Soube muito bem ver o Outono de dedos vermelhos a tocar as parras e algumas árvores e imaginar que aquele percurso, quando o Outono perder a timidez, será ainda mais belo de fazer. Adoro estas experiências e recomendo (as caminhadas com a Quercus são muito fáceis, havia crianças de oito anos e gente de cabelos brancos, tendo ainda a vantagem de haver alguém que nos vai dando umas informações sobre a fauna e a flora ou mesmo sobre certas características da região). Estão a ouvir, amiguinhos-que-dizem-que gostavam-de-se-meter-nestas-coisas-mas que-não-têm-pernas?

Esta caminhada teve ainda a mais valia de me permitir ficar a saber

P.s. Este poste parece um boletim informativo... Ih! Ih!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Isenção

Roubado do Dragoscópio.

Programas de humor em vias de extinção

Caros amigos,

Por vias da rádio, descobri que brevemente deixará de haver programas de humor político, os própriospolíticos se encarregarão da tarefa. Ora vejamos duas anedotas que eu ouvi na rádio, hoje de manhã:

1. O ministro da saúde diz que vai introduzir as taxas moderadoras nos internamentos hospitalares com o objectivo de levar os doentes a pressionar os médicos a darem-lhes alta mais depressa. AH! AH! AH! Não é fantástica esta? Quem de nós não conhece pessoas que, no estado actual da coisa, tendo partido uma perna, fracturado a bacia, ou rachado a cabeça, pedem ao médico: "Ó sô dotor, não me mande já para casa, por favor. A comida aqui é tão boa, os canais de televisão tão variados e cativantes, os enfermeiros e os médicos tratam-me como se eu fosse da família e eu adoro passar o dia deitado sem nada para fazer. Vá lá, doutor, ainda por cima é de graça..."

2. Uma deputada do PS a tentar justificar por que não quer que o Procurador-Geral da República vá à Assembleia da República explicar a extraordinária baralhada à volta do famoso "envelope 9": (cito de memória) "O senhor PGR já cá esteve em Janeiro a prestar esclarecimentos que não foram muito esclarecedores [a repetição destas palavras é da senhora deputada], portanto não vamos agora incomodar o senhor PGR outra vez". AH! AH! AH! AH!AH! AH! AH! AH! Nem digo mais nada.

sexta-feira, setembro 22, 2006

El diablo


Hugo Chávez dixit
IN: Assembleia Geral da ONU

quinta-feira, setembro 21, 2006

Walking in the rain

Estas fotos são da Teresa.

E este fim de semana vou matar saudades de caminhar à chuva com o Par de Botas. Podia-me dar para pior, dizem vocês. Não, não há assim muitas coisas melhores, garanto.

terça-feira, setembro 19, 2006

Sublinhados... musicais

Georges Brassens

MOURIR POUR DES IDÉES

Mourir pour des idées, l'idée est excellente.
Moi j'ai failli mourir de ne l'avoir pas eu.
Car tous ceux qui l'avaient, multitude accablante,
En hurlant à la mort me sont tombés dessus.
Ils ont su me convaincre et ma muse insolente,
Abjurant ses erreurs, se rallie à leur foi
Avec un soupçon de réserve toutefois:
Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente.

Jugeant qu'il n'y a pas péril en la demeure,
Allons vers l'autre monde en flânant en chemin
Car, à forcer l'allure, il arrive qu'on meure
Pour des idées n'ayant plus cours le lendemain.
Or, s'il est une chose amère, désolante,
En rendant l'âme à Dieu c'est bien de constater
Qu'on a fait fausse route, qu'on s'est trompé d'idée,
Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente.

Les saint Jean bouche d'or qui prêchent le martyre,
Le plus souvent, d'ailleurs, s'attardent ici-bas.
Mourir pour des idées, c'est le cas de le dire,
C'est leur raison de vivre, ils ne s'en privent pas.
Dans presque tous les camps on en voit qui supplantent
Bientôt Mathusalem dans la longévité.
J'en conclus qu'ils doivent se dire, en aparté:
"Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente."

Des idées réclamant le fameux sacrifice,
Les sectes de tout poil en offrent des séquelles,
Et la question se pose aux victimes novices:
Mourir pour des idées, c'est bien beau mais lesquelles?
Et comme toutes sont entre elles ressemblantes,
Quand il les voit venir, avec leur gros drapeau,
Le sage, en hésitant, tourne autour du tombeau.
Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente.

Encore s'il suffisait de quelques hécatombes
Pour qu'enfin tout changeât, qu'enfin tout s'arrangeât!
Depuis tant de "grands soirs" que tant de têtes tombent,
Au paradis sur terre on y serait déjà.
Mais l'âge d'or sans cesse est remis aux calendes,
Les dieux ont toujours soif, n'en ont jamais assez,
Et c'est la mort, la mort toujours recommencée...
Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente.

O vous, les boutefeux, ô vous les bons apôtres,
Mourez donc les premiers, nous vous cédons le pas.
Mais de grâce, morbleu! laissez vivre les autres!
La vie est à peu près leur seul luxe ici bas;
Car, enfin, la Camarde est assez vigilante,
Elle n'a pas besoin qu'on lui tienne la faux.
Plus de danse macabre autour des échafeauds!
Mourrons pour des idées d'accord, mais de mort lente,
D'accord, mais de mort lente.

P.S. Eu queria pôr isto em música, e até já tive um amigo virtual com bom gosto musical que me mandou uns mails a explicar, mas eu sou tão preguiçozita (o será taralhouquita?).....
P.P.S. e agora, para linquar o Apetecia-me um blogue, tive que ir lá, para o cópipásta, e não é que descobri que o Cláudio gosta das fotografias de um dos tesouros do meu espólio emocional real? Como o mundo é pequeno....

quarta-feira, setembro 13, 2006

Uma verdade inconveniente


An Inconvenient Truth - Trailer

terça-feira, setembro 12, 2006

ALGUMAS PEQUENAS DÚVIDAS DE 11 DE SETEMBRO

(Texto escrito por JMS em http://locainfecta.blogspot.com/)

"0. Por quê duvidar da versão oficial? Ver aqui.

1. Como é que estruturas em aço, como as Torres 1 e 2 do World Trade Center podem ter desabado à velocidade de um corpo em queda livre, contra tudo o que os cientistas conhecem acerca da resistência e comportamento do aço sob o efeito de temperaturas como as registadas aquando dos incêndios no interior dos dois edifícios?

2. E a que se deveu a inusitada pressa por parte das autoridades americanas em autorizar o envio para a Ásia do aço retirado dos escombros, a fim de ser reciclado, ao mesmo tempo que vedava o trabalho das equipas de investigação no local?

3. Por que é que centenas de testemunhas (entre as quais os bombeiros que operavam no local) referem ter ouvido uma série de explosões no interior das torres nos momentos que antecederam o seu desabamento? (Explosões essas que, de resto, aparecem documentadas em todas as filmagens em vídeo feitas no momento).

4. Mais enigmático ainda: como é que um pequeno incêndio (no piso 11) da Torre 7 do WTC (onde, dado curioso, estavam situadas instalações da CIA e do departamento de investigação criminal do fisco norte-americano) pode ter originado o desabamento (em poucos segundos) de um edifício de aço com 47 andares, sabendo-se que nunca tal coisa aconteceu com edifício nenhum, em incêndios de muito maior duração e intensidade?

5. Por que é a Força Aérea Americana nada fez para interceptar, já não digo os aviões que chocaram com as Torres Gémeas (pois aí talvez a falha se possa explicar pelo factor-surpresa), mas o "Boeing" do Voo 77 que supostamente atingiu o Pentágono? Sabendo-se que essas instalações militares são, pela sua própria natureza e situação geográfica (a 10 milhas de uma base aérea) as mais bem protegidas dos Estados Unidos, e se o ataque às mesmas ocorreu 52 minutos após o ataque à primeira Torre e 35 minutos após a segunda?

6. Por que é que os vestígios do Voo 93 sugerem claramente que o avião foi abatido no ar, motivo pelo qual caiu a pique, tendo os seus destroços ficado disseminados por uma aérea de vários quilómetros em redor da cratera que o mesmo produziu ao atingir o solo? E como é que isso se concilia com a versão oficial, que nos diz que o mesmo caiu na sequência de uma luta travada no interior do cockpit entre os terroristas e alguns passageiros?

Estas são apenas algumas das dúvidas que milhões de americanos têm vindo a colocar em relação à versão oficial sobre os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001; e que apesar de escandalosamente ocultadas pelos meios de comunicação social, têm ecoado por milhares de sites na Internet.Seja qual for a verdade sobre os estranhos acontecimentos do 11 de Setembro, algo que parece desde já absolutamente irrefutável é que as Torres não podiam ter caído como caíram sem que tivessem sido armadilhadas com o tipo de bombas que se utilizam em situações de demolição controlada, a não ser que admitamos que nesse dia as leis da física e da mecânica sofreram uma momentânea suspensão.

Uma pessoa passa os olhos pela blogosfera portuguesa e pasma: quase não há quem ponha em dúvida a versão oficial dos acontecimentos. Já nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas são bastante menos ingénuas, e quase 50 % dos nova-iorquinos acreditam que o governo americano esteve de algum modo envolvido nos ataques, o mesmo pensando 36% da totalidade dos americanos.Nós por cá continuamos alegremente a acreditar no tranquilizante fairy tale oficial, contra todas as evidências e contra a opinião de respeitáveis membros da comunidade científica. Cinco anos depois do desastre, penso que seria bem altura de começar a procurar informação noutros canais que não a CNN ou o jornal Público.Quem estiver mais interessado na verdade do que no tranquilizante absurdo veiculado pelos meios de propaganda oficiais, tem apenas que seguir as ligações deste texto e perder algumas horas a ler.
Ora essa, não têm nada que agradecer."

segunda-feira, setembro 11, 2006

Coisas que eu preferia não saber

Mas que não podemos ignorar

Viram o documentário que a 2 passou na sexta-feira passada sobre o 11 de Setembro?

Depois de tudo o que aí se diz é inevitável pensar: fomos enganados, nunca mais podemos acreditar numa só palavra dos governos ou dos meios de comunicação sem procurar saber qual a verdade ou, pelo menos, a outra versão.

E é para isso que a INTERNET serve, para não sermos apenas umas batatas ensofázadas. Vão ver:

http://www.question911.com/
http://www.question911.com/linksall.htm
http://www.911research.wtc7.net/faq/index.html
http://bellaciao.org/en/article.php3?id_article=11205
http://www.tvnewslies.org/html/9_11_truth_calling_oprah.html

São demasiadas coisas estranhas para serem todas mentira. A verdade talvez esteja perto do fim do novelo: quem ganhou com o que aconteceu11 de Setembro de 2001?

segunda-feira, setembro 04, 2006

Monty Pyton's

Monty Pyton's

ou nesta (nova) versão

Monty Pyton's

e mais...

Monty Pyton's


Monty Pyton's


Monty Pyton's

Monty Pyton's

Fumo passivo

"O fumo passivo mata mais de 79 mil pessoas por ano na União Europeia, 1.519 das quais em Portugal, são dados de um estudo europeu divulgado no âmbito da campanha "HELP - Por uma vida sem tabaco".
O estudo, que vem alertar para os benefícios de uma Europa sem tabaco, foi elaborado por quatro organizações europeias e foi concluído em Fevereiro passado.
Com base em dados de 2002, os investigadores concluíram que 79.449 pessoas morrem todos os anos na UE devido ao fumo passivo, das quais cerca de 61 mil por doença isquémica cardíaca e enfarte, mais de 13 mil com cancro do pulmão e cinco mil de doença respiratória crónica não-neoplásica.
Konrad Jamrozik, professor de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Queensland, que conduziu o estudo, descobriu ainda que o fumo passivo é responsável pela morte de 19.242 não-fumadores na UE todos os anos e, dessas mortes, cerca de 2.800 são provocadas pela exposição ao fumo passivo no local de trabalho.
O objectivo principal do estudo é mostrar aos políticos de toda a Europa que só existem vantagens com a introdução de legislação que proíba fumar em locais públicos e de trabalho, incluindo bares e restaurantes.
A campanha HELP - Por uma vida sem tabaco, promovida pela Comissão Europeia e no âmbito da qual o estudo foi divulgado, tem como objectivo persuadir os cidadãos dos 25 países da UE, sobretudo os jovens, a não começarem ou a deixarem de fumar."

IN: http://www.rum.pt

sexta-feira, setembro 01, 2006

Sublinhados

Buenaventura Durruti (1896-1936)

“However much one cursed at the time, one realized afterwards that one had been in contact with something strange and valuable. One had been in a community where hope was more normal than apathy or cynicism, where the word “comrade” stood for comradeship and not, as in most countries, for humbug. One had breathed the air of equality. (…)

For the Spanish militias, while they lasted, were a sort of microcosm of classless society. In that community where no one was on the make, where there was a shortage of everything but no privilege and no boot-licking, one got, perhaps, a crude forecast of what the opening stages of Socialism might be like. And, after all, instead of disillusioning me it deeply attracted me. The effect was to make my desire to see Socialism established much more actual than it had been.(...)

The Communist's emphasis is always on centralism and efficiency, the Anarchist's on liberty and equality."

George Orwell, HOMAGE TO CATALONIA, 1938

quinta-feira, agosto 31, 2006

Porto, portinho....

Quem mora, ou morou no Porto consegue ver grandes diferenças ao nível do número de habitantes residentes.
Como descreve muito bem o Fernando Vilarinho no seu blogue.
Porto, porto de Gaia, será!?!

Mais vale o Filipe Menezes ficar onde está.

terça-feira, agosto 29, 2006

Estado de quê?

Desculpem-me, mas afinal que raio quer dizer que Portugal é um estado de direito?

Domingo morreu uma mulher de 44 anos, em Nelas. Razão? Violência doméstica, ao que parece. A senhora não foi apanhada à má fé num esconso qualquer desse país para ser assaltada, agredida ou violada. Ela não precisou de sair de casa, do seu "lar", para ser barbaramente agredida e assassinada. Aliás, precisou e muito:
  • há registos de denúncia de violência doméstica por parte desta meulhera desde 2003, segundo o comandante da GNR;
  • na madrugada desse dia os vizinhos chamaram a GNR que a levou ao hospital para receber tratamento médico. Ao meio-dia teve alta, às 17h estava morta.

Espero que os tribunais não venham agora dizer que a senhora não morreu da mão que a agrediu ou que a empeurrou, mas dos hematomas ou de ter caído mal para o lado ou por não saber karate.

Até quando esta vergonha será tolerada?

SERVIÇO DE INFORMAÇÃO À S VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:

800 202 148 (NÚMERO GRATUITO)

segunda-feira, agosto 28, 2006

Sublinhados

"A verdadeira realidade não é a que vemos, é a que sonhamos, é a arte. O sonho e a arte são a nossa salvação."

A Salvação de Wang-Fô (in Contos Orientais), de MArguerite Yourcenar

Euromilhões

Numa conversa de café também se aprende muita coisa.
Hoje durante a minha hora de almoço estavamos a falar do "sonho" de ganhar o Euromilhões, e com tantos dizeres, houve um que me deixou a pensar, é o seguinte:
O 1º Ministro (José Socrates) devia decretar que TODOS os funcionários públicos deviam jogar no Euromilhões. Assim conforme íam ganhando, despediam-se da Função Pública.
Era uma forma de baixarmos o número de funcionários públicos.

Afinal os jogos da sorte servem para alguma coisa, nem que seja para pôr o pessoal a pensar.

sábado, agosto 26, 2006

Leituras antigas

Contes barbares, por Gauguin


O PAPALAGUI
discurso de tuiavii, chefe de tribo de tiavéa nos mares do sul (trad. Luiza Neto Jorge)

Este livro é uma reflexão de Tuiavii sobre a civilização branca (apesar de Tuiavii ser contra “ a grave doença “ de “pensar”). Tal reflexão (ou reflexões, melhor dizendo) é o resultado de uma visita a este mundo tão distante de Samoa, bem como do contacto com o “papalagui” nas ilhas dos mares do sul.

Se algumas das críticas podem ser consideradas ridículas a nossos olhos, outras há que são de uma pertinência penetrante e outras ainda tocam tão fundo a essência da nossa civilização que, a aceitá-las, não ficaria pedra sobre pedra.

Uma das mais curiosas, a meu ver, é a crítica feita ao cinema (que eu estendo, por analogia, ao teatro e à literatura). Numa coisa tem o chefe Tuiavii razão: “ a vida na Europa não pode existir sem aquele lugar onde se simula a vida”. Esta forma de arte – e todas as outras – servem-nos de escape à forma ridícula de vivermos. Tem razão Tuiavii quando se surpreende com a identificação do espectador com o filme, a qual chega frequentemente à acefalia acrítica. Sem dúvida, a maior parte dos filmes mais não querem do que isto – demasiado pouco. E foi só isto que Tuiavii viu.

Porém, a evasão a que a arte convida, a verdadeira arte, não é assim tão passageira. Implica uma evasão mental activa da realidade, ajudando-nos também, quantas vezes, a modificar a vida e a aproximá-la (dentro do possível) do ideal de Tuiavii.

sexta-feira, agosto 25, 2006

O povo é quem mais ordena

Ainda não entendi o desfecho do caso da demissão (?) do presidente da Câmara de Setúbal.
Afinal o que é mais importante, o VOTO do POVO, ou a cegueira partidária!?

"Assim se vê a força do PC".

quinta-feira, agosto 24, 2006

Liberalização

Nestes últimos dias as notícias abundam sobre os refugiados oriundo de África para a Europa. Entrando principalmente pela costa sul de Espanha.

O que é a liberalização? O que abrange? Só produtos confeccionados? Só bens e serviços?
E porque razão as pessoas ficaram de fora (desta liberalização)?
A liberalização, globalização não abrange as pessoas, qual é a razão?
Abrimos todos (?) os mercados excepto o da liberdade de escolha do país para trabalhar.

Assim vai o mundo.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Incêndios - 2

O Anonymous dos comentários ao poste anterior lembrou, e muito bem, que se calhar eu andava a assinar petições a pedir coisas que já estavam na lei. O mesmo Anonymous (suponho) deu-me uma preciosa ajuda e disse-me qual a lei onde eu poderia esclarecer as minhas dúvidas.

A lei é esta: Decreto-Lei n.º 327/90 de 22 de Outubro e encontra-se aqui explicadinha.

Pelo que li, as proibições à utilização dos terrenos são várias, mas por um período de DEZ anos, não havendo, salvo má leitura da minha parte, nada que impeça a comercialização dos mesmos (que é o objecto da petição do poste anterior) durante tal período. Assim, reitero o meu apoio à dita petição.

Para além disso, na dita lei, há um parágrafo fenomenalmente português que tenho que partilhar. Diz o seguinte:

"4-As proibições estabelecidas nos n.ºs 1 e 2 podem ser levantadas por despacho conjunto dos Ministros do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente, a requerimento dos interessados ou da respectiva câmara municipal."

Aposto que deve existir um parágrafo destes em todas as leis a proibirem alguma coisa em Portugal, não acham? E acho que a petição devia exigir que nesta lei não houvesse nada deste género.

Obrigada ao Anonymous pela dica sobre a lei.

terça-feira, agosto 22, 2006

Incêndios

Petição

"Acreditando ser esta uma das soluções para o fim do flagelo, vimos por este meio pedir ao Sr. Primeiro-Ministro e ao Sr. Presidente da República a proibição imediata da comercialização dos terrenos ardidos, por um período nunca inferior a trinta anos.

Os signatários."

Assine aqui a petição: http://www.petitiononline.com/fiminc/petition.html

(Encontrado pela Mary no blogue joaogil.)

Como a mim me pareceu uma boa ideia, já lá fui assinar. E tu?

Sublinhados

Auto-retrato, por Rembrandt













"É difícil permanecer imperador na presença de um médico e difícil também conservar a qualidade de homem. O olho do prático só via em mim um montão de humores, triste amálgama de linfa e de sangue. Veio-me esta manhã, pela primeira vez, a ideia de que o meu corpo, este fiel companheiro, este amigo mais seguro, melhor conhecido por mim que a minha alma, não passa de um monstro dissimulado, que acabará por devorar o seu dono."

Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar (trad. Maria Lamas)

segunda-feira, agosto 21, 2006

Uma Brincadeira de Mau Gosto

Hoje, correndo o risco das irritações morais que me costumam acometer quando tomo estas raras decisões, pus-me a ler o expresso, precisava de uma coisa que se lesse depressa. Para meu enorme espanto concordei inteiramente com o artigo de um senhor que sói causar-me dessas irritações: António Pinto Leite. Diz o homem:

“(…)o melhor método para um jovem aprender a escrever português é fazer, semanalmente, uma redacção e ter correcção personalizada. Ao fim de um ano os resultados serão muito impressivos. Procedi assim com os meus filhos e alguns sobrinhos, cheguei a corrigir uma dúzia de redacções por fim-de-semana dando notas a cada um, e verifiquei os progressos que fizeram (…).

Se cada aluno português escrevesse uma redacção por semana e tivesse correcção personalizda acabava o drama de tantos portugueses não saberem escrever português. Os temas devem ser variados, por vezes absurdos, de maneira a obrigar o jovem, antes de tudo, a pensar.

A redacção com correcção personalizada tem esse primeiro benefício, ajudar a pensar, a analisar, a aprofundar, a associar, a descobrir, a ler. Ensina a pensar escrevendo e a escrever pensando e estas capacidades fazem toda a diferença. Raramente com pouco treino de pensar se sabe escrever bem. A inversa já não é verdadeira, muitas pessoas pensam bem e, supreendentemente, escrevem mal. É comum encontrar licenciados que escrevem deficientemente.

Antes de saber escrever há que saber expor, saber estruturar o raciocínio, saber seleccionar as prioridades da exposição. Tudo isto se aprende. (…)

A correcção personalizda, que não dura menos de 15 a 20 minutos, permite , ao cabo de umas semanas, ter o diagnóstico completo sobre os vícios, as lacunas e as limitaçãoes do aluno e, assim, focar a terapia onde interessa.(…)

Uma coisa é certa: um sistema em que o aluno aprende os LUSÍADAS e não fica a saber escrever português parece uma brincadeira de mau gosto.”

Fim de citação da pág.14 do caderno principal do Expresso

Ora, é EXACTAMENTE isto que eu ando a dizer e a tentar praticar há anos. Sempre tive muitas dezenas de redacções por semana para corrigir, com o resultante acréscimo de trabalho aos fins de semana, mas os resultados viam-se de um modo tão simplesmente extraordinário, que era um prazer fazê-lo. Agora, que sou professora de montes de disciplinas (ao gosto dos diferentes ministros), que tenho que preparar aulas de Apoio, Estudo Acompanhado, Área de Projecto, Clube de Teatro, Aulas de Substituição, para além das de Língua Portuguesa, não tenho tempo para fazer o essencial e isto deixa-me triste, porque profissionalmente era isso que eu fazia bem feito e já não tenho tempo para fazer. Como eu, muitos outros - e duvido que o ensino esteja a melhorar com tantas mudanças acessórias, esquecendo-se o essencial.

domingo, agosto 20, 2006

Hortas para todos












Este não é um blogue de jardinagem, nem sei bem de que é que é ( e aposto que o Medronho também não sabe, não é amigo?), mas ontem plantei umas alfaces e hoje pus-me na net à procura de informação para ver se estavam no sítio certo, no que a sol diz respeito. E descobri um sistema hortícola para todos os saudosos do campo e dos seus produtos, mas que vivem na cidade: uma horta de varanda parecida com os jrdins supensos da Babilónia! Que tal?

Férias

A cómoda antiga que veio com a casa está a começar a ser restaurada por mim, de berbequim na mão (coitada!). A madeira que sobrou das obras está paulatinamente a transformar-se em pedaços de 55 cm para o recuperador de calor. A venerável figueira está mais uma vez a brindar-nos uns portentosos figos pingo de mel, às dezenas por dia (até já pensei em apanhá-los e pô-los à porta, para quem passar se ir servindo, ihih!). Os tomates que eu plantei têm feito o milagre de nascerem sem ser necessário chamar o padre para os benzer ou o engenheiro agrónomo cá da aldeia. Os morangos produzem disparatadamente a um ritmo que ninguém consegue dar vazão. Os maracujás, mais comedidos por enquanto, começam a abrilhantar as saladas de fruta. Espero ansiosamente, e receio, o dia em que a horta seja finalmente a digna desse nome. Tentarei então fazer com que as gatas se tornem vegetarianas...

O que interessa realmente?

Nestes dias, ando a desligar-me do mundo.

Tenho passado a vida a querer saber tudo o que se passa, a não perder telejornais, a ler jornais, a ouvir rádio e a ver documentários só para perceber como é que esta choldra é feita. E sei já demasiado sobre a maldade e a perversidade humanas. Admito que a minha reserva de esperança à prova de tudo em relação ao mundo e aos homens começa a fraquejar. Assim sendo começo a questionar-me sobre para que serviram todos os abaixo-assinados que subscrevi, todas as manifestações a que fui, todo o associativismo activista em que me fui envolvendo, de que serve tudo o que sei sobre os EUA e a URSS e a França e a Alemanha e a Espanha e a China e Timor e a Somália e a Palestina - enfim sobre os donos dos cordelinhos que nos puxam diariamente, sobre os que com eles colaboram e aqueles que de todos são vítimas.

Servirá tudo isto para alguma coisa? Mudará DE FACTO alguma coisa? Não valerá mais saber da pintura flamenga e de Boticcelli? Ou de Yourcenar e Agustina? Ou de Bergman e de Orson Welles? Ou de Amália, Chico Buarque, Ali Farka Touré e Kathleen Battle? Ou da Teresa, do Telmo, do Miguel, da Renata, do Paulo, da Zé? Dos Brigas ou dos Reis?Do amor e da amizade?

Estou farta deste mundo de gente insidiosa e cínica e apetece-me apenas gastar tempo com os melhores, os que recusam a lama e me causam o frémito de apreciar a beleza e os abraços.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Assaltos

Na 2ª feira fui vítima de um assalto no meu carro.
Partiram-me o vidro, entraram no carro, e roubaram-me a máquina fotográfica. Tudo ao pé do meu local de trabalho.
Pelos vidros no chão em redor, é um local (muito) habitual neste tipo de assaltos.
(Parece que o individuo é "expert" na matéria).

Claro que chamei a policia, e fiz participação. De nada resultou..até agora.

Neste momento tenho o carro parado, já que a oficina não tem o vidro pro meu carro. Estou a espera!
Para me descolar tenho a bicicleta, o que já não é mau...mas limitativa.

Enfim, assim começaram as minhas férias...

Vida dura!

quarta-feira, agosto 09, 2006

Obikwelu


Francis Obikwelu sagrou-se campeão europeu dos 100m em Gotemburgo.
Com um tempo abaixo dos 10s, é a melhor marca europeia do ano.
Será que o presidente do Atletismo português vai pedir ao governo a insenção do prémio do IRS como fez Madaíl para com os jogadores de futebol no último mundial?
Um medalha de ouro, é uma medalha de ouro.

Espero que hoje volte a ganhar mais uma medalha de ouro, nesta feita nos 200m.

Parabéns, e obrigado OBIKWELU :)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Caminhadas com Lobos


Este fim de semana fui caminhar para a Serra da Peneda com uns amigos, fomos guiados pelo Pedro e pela Anabela, da Ecotura. Foi um passeio esplendoroso, iniciado ao final da tarde com direito a repasto ao pôr-do-sol no meio da serra! Caminhamos pelo planalto de Castro Laboreiro, entre ovelhas, vacas e garranos, vimos gravuras com cinco mil anos e mamoas da mesma altura. Depois do jantar, houve aula de astronomia e a caminhada continuou, ao luar, pelo planalto, acompanhada de muita e boa conversa com os anfitriões.

O Pedro e a Anabela são apaixonados pelo Lobo Ibérico e, depois de alguns anos a estudarem esta espécie, abandonaram Lisboa sem saudades e fixaram-se em Castro Laboreiro com a intenção de ajudar a preservar o lobo através de uma empresa de ecoturismo. Como? A ideia é simples: se os residentes na zona começarem a ver visitantes que vêm para explorar a região com o pretexto do lobo, que dormem nos hotéis locais e comem nos restaurantes da terra, isto é, que deixam lá dinheiro, então talvez as pessoas comecem a encarar o lobo sob outra perspectiva, compreendam a riqueza ecológica que possuem e as suas potencialidades económicas. Talvez deixe de haver lobos envenenados por estricnina ou mortos à má-fé. Ao mesmo tempo, tenta-se sensibilizar todos (turistas e habitantes) para a necessidade de respeitar e proteger o ecossistema das agressões humanas.

Simples, não é? Uma excelente ideia que me proporcionou e aos amigos com quem fui momentos quase mágicos neste Agosto demasiado quente para se passear de dia.

domingo, agosto 06, 2006

Arredondamentos

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o único banco (dos cinco maiores bancos nacionais) a falar da questão dos "arredondamentos por cima".
Nesta questão o administrador da CGD, Armando Vara afirmou que os arredondamentos são "uma prática completamente legal".
É de realçar que os Bancos auferem na ordem dos 100 milhões de euros por ano com o arredondamento "por cima".

É a vida...

quinta-feira, agosto 03, 2006

Música de Verão

quarta-feira, agosto 02, 2006

Cuba livre


Que será feito de Cuba, sem Fidel Castro?

Estará certo?

Soube-se ontem a sentença dada no Caso Gisberta.

Os menores (poder-lhes-emos chamar “crianças”?) agrediram uma pessoa durante vários dias. Isto é, agrediram-na, foram comer, dormir, ver TV, e voltaram nos dias seguintes para continuar o que tinham começado. Depois atiraram essa pessoa para um poço e depois a pessoa morreu. Diz um médico que morreu afogada e não por causa das lesões que os menores lhe infligiram. O tribunal não liga as agressões à morte, não houve assassínio, portanto. Isso significa que se eu amanhã atirar o meu vizinho ao rio e ele morrer de afogamento e não da queda eu não matei, certo?

Eu pergunto: se Gisberta não tivesse sido agredida teria morrido afogada? Se Gisberta fosse heterossexual em vez de transsexual a sentença teria sido a mesma? E se fosse portuguesa em vez de brasileira? E se em vez de SIDA tivesse cancro? E se fosse um idoso? E se fosse uma criança? E se fosse da nossa família?

Eu não sei que sentença se poderia aplicar neste caso, não sei mesmo, atendendo a que os réus são menores. Mas sei que esta sentença não é exemplar para casos futuros; não ensina ninguém a respeitar os outros, sejam eles quem forem; não responsabiliza ninguém (a culpa aparentemente foi do poço): famílias, professores, assistentes sociais, instituições, estado; e não honra conceito nenhum de justiça.

O resultado parece ser o de que mais um excluído social deixou de nos incomodar a consciência, os responsáveis vão estar 11 a 13 meses em regime de semi-internato numa instituição, e todos podemos continuar a dormir em paz - na nossa paz podre. Curiosamente, o menor mais velho (16 anos) irá ser julgado como um adulto (se bem entendi a coisa), isto é, será possivelmente o mais castigado, apesar de ter pedido aos outros para pararem com as agressões…

segunda-feira, julho 31, 2006

Petição para salvar a população civil libanesa

"É urgente pôr um ponto final neste ciclo de violência e de contínua violação das leis internacionais e das regras de ética básicas.

Entre a cegueira da comunidade internacional e a surdez do mundo árabe, a cercada população libanesa encontra-se num beco sem saída."

Para assinar a petição clicar aqui: http://epetitions.net/julywar/index.php

Violência informativa na TV

Neste últimos dias nas notícias das televisões só passam a "Crise do Médio Oriente".
Como gosto de ver o que se passa no mundo, tenho a TV ligada na hora dos noticiários.
Hoje a minha filha estava "pasmada" para as imagens da destruição da sede da ONU no Líbano.
Como não sabia o que lhe havia de dizer...inventei uma história.

Como se explica o que vemos na televisão às crianças? Como se explica é uma criança (a caminho dos 4 anos) o que é uma guerra? Como se consegue explicar uma imagem de uma criança com sangue no colo do pai?

Quiça o mais fácil seja mesmo desligar a Tv, quiça!

sábado, julho 29, 2006

Sublinhados

"E não só lerem-nas [às nossas cartas], mas publicarem-nas e ganharem dinheiro com elas. É assim que as coisas se passam agora neste mundo terrível e americanizado em que vivemos. Já não há privacidade, não há decência, nada. Jornalistas, entrevistadores, biógrafos... todos uns parasitas, uma praga de gafanhotos, devoram tudo até à última folha. A arte que esbanjamos... as dores por que passamos para criar mundos imaginários... são neles desperdiçadas. Tudo o que lhes interessa são trivialidades. "

(Personagem Henry James exprimindo a sua indignação perante a curiosidade mórbida de inúmeros parasitas literários em relação às cartas pessoais de escritores e à sua biografia, como se isso fosse mais importante do que a obra por eles produzida. Acrescento que, hoje em dia, muitos desses "detectives" têm uma vida bastante mais confortável do que a dos autores sobre os quais escrevem e com os quais ganham a vida, o que não deixa de raiar a imoralidade...)

Autor, Autor, de David Lodge (trad. Ana Maria Chaves)

Fotos da praia



Em Cima do Muro

quarta-feira, julho 26, 2006

terça-feira, julho 25, 2006

Alegre, a reserva moral

Manuel Alegre, a reserva moral da esquerda, o paladino da liberdade e da luta contra as injustiças, o impoluto, o íntegro, o poeta, vai receber 3219,95 euros por ter estado a trabalhar TRÊS LONGOS MESES na RDP. Segundo o Público, o próprio Alegre já nem se lembrava que lá trabalhara, pois nem refere o facto na sua biografia oficial. No entanto, decidiu aceitar um terço dessa reforma (“apenas” 1073,31) em complemento do seu ordenado como deputado. O emérito homem de abril afirma que é tudo legal.

Que é legal, não duvido, já que os feitores das leis são os deputados e este tipo está lá há décadas. A questão é, sr. Alegre, será moralmente aceitável receber uma reforma por se ter trabalhado três meses, num país onde a maioria das pessoas trabalha a vida toda e não recebe nem de perto nem de longe nada que se pareça com o seu terço? Será moralmente aceitável quando se prevê que, no momento em que vossa excelência, se reformar daquilo que sempre fez (deputado) receba uma nova reforma choruda? Será? Para mim, não é!

Sopa Marroqui





























































































P.S. São as últimas, nem só de férias vive uma moçoila.

sexta-feira, julho 21, 2006

Líbano

Notícia de destaque no Público on-line:
Treze portugueses vindos do Líbano aterraram em Lisboa esta madrugada
Resumo:
A viagem correu bem, as crianças dormiram, à chegada as pessoas estavam calmas mas cansadas. Os familiares que as esperavam não manifestavam comoção.

Uf! Que alívio! Hoje nem dormi bem a pensar nesta coisa do Líbano ter lá uns portugueses que iriam ser repatriados. Juro que só pensava "espero que não estejam nervosos, que consigam dormir no avião, que as famílias não chorem muito".
Ainda bem que há bom jornalismo em Portugal, para nós ficarmos a saber com detalhe todos os pormenores desta viagem... Mas afinal o que se passa no Líbano? Hãã? Estão a bombardear aquilo tudo sem se perceber bem porquê e está gente a morrer? Pois é, se calhar as notícias também podiam explicar melhor isto...

Porque nem só de preocupações... (2)






























Caminhos do Rif





















Sobre a Ponte de Deus







Sob a Ponte de Deus

Procurando Deus

quinta-feira, julho 20, 2006

Porque nem só de preocupações vive uma mulher



Marrocos - Chefchaouen : a cidade azul

terça-feira, julho 18, 2006

Campanhas de prevenção

Para que servem as "Campanhas de prevenção"? A quem se dirige?
Quem é que já não leu a informação - "Fumar Mata"; ou "Conduza com cuidado", "Se beber não conduza", ou "Não vá para a praia das 12h às 16h".
E no entanto quem leva estas recomendações a sério?
Os que fumam, continuam a fumar. Os que conduzem mal, continuam a cometer erros na estrada. Em relação à exposição solar é um pouco diferente: como os malefícios não são visíveis no momento, as pessoas não têm cuidados. Mais tarde lamentam! Tenho pena é das crianças por terem pais tão inconscientes!

C'est la vie!

sexta-feira, julho 14, 2006

PAX AMERICANA

Rejeitada proposta do Qatar no Conselho de Segurança da ONU
EUA vetam resolução para fim da ofensiva israelita na Faixa de Gaza
13.07.2006 - 23h05 AFP

Os Estados Unidos apresentaram hoje o seu veto no Conselho de Segurança da ONU ao projecto de resolução do Qatar a apelar ao fim da operação militar israelita na Faixa de Gaza e ao “recurso desproporcionado da força” nessa região.


A proposta apelava ainda à libertação do militar israelita sequestrado a 25 de Junho.

O texto recolheu dez votos favoráveis, quatro abstenções e um voto contra, dos Estados Unidos, precisou o embaixador francês Jean-Marc de La Sablière, presidente em exercício do Conselho de Segurança durante este mês.(...)

A proposta exige ainda a Israel que “termine as suas operação militares e os seus recursos desproporcionados à força, que colocam em perigo a população civil palestiniana, e retire as suas forças nas suas antigas posições fora da Faixa de Gaza”.

O Qatar defende ainda a liberdade “imediata e incondicional” do soldado israelita, Gilad Shalit, de 19 anos, sequestrado no passado mês, bem como que Israel liberte sem condições todos os ministros palestinianos que detém. Público on-line

Dez votos favoráveis, quatro abstenções e um voto contra. E pronto, os EUA voltam a defender intransigentemente a paz no mundo e a forçar as partes em conflito a chegarem a acordo.

Para que serve a ONU?

Terra Santa

Há termos que usamos todos os dias que não tem o significado ipsis verbis.
E o termo "Terra Santa" é um deles. Como se pode chamar "Terra Santa" é um lugar que está em GUERRA há séculos?!?!
Não podemos fazer uma petição para mudar de nome?

terça-feira, julho 11, 2006

Sem vergonha

Mundial 2006
Federação vai pedir ao Governo que isente
Selecção do pagamento de IRS
11.07.2006 - 08h18 Lusa

A Federação Portuguesa de Futebol vai pedir ao Governo que isente de IRS os prémios de participação no Mundial que serão pagos aos jogadores, cerca de 50 mil euros por cabeça.


De acordo com o "Jornal de Negócios", a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entende que os prémios de presença e em função do resultado que os jogadores da selecção receberam pela sua participação no Mundial da Alemanha (no qual ficaram em quarto lugar entre 32 equipas) devem ficar isentos de imposto porque a Selecção contribuiu para a "divulgação e prestígio" do país.

O presidente da FPF, Gilberto Madaíl, disse ao "Jornal de Negócios" que "a pretensão vem de anos anteriores", mas agora, mais uma vez, "há a firme intenção de repetir o pedido junto do Governo uma vez que entendemos que esta isenção decorre dos princípios e das normas legais em vigor".
Público on-line

Já não basta que a banca não pague impostos como devia e que, ainda por cima, apresente lucros renovados todos os anos (ver a mesma edição do Público), agora estes senhores jogadores que vão receber um "prémio de participação" por terem feito muito bem (na opinião de quem percebe do assunto) aquilo que lhes pagam para fazer também querem ser isentados do pagamento do IRS.

Segundo o Madaíl, isto é legal e tem precedentes. Estas duas afirmações são preocupantes. Se tem precedentes, não devia ter porque já estamos em crise há montes de tempo e eu andava com a ideia de que era precios que todos os eurozinhos possíveis fossem parar aos cofres do estado. Afinal não são bem todos... Se é legal, não devia ser. Em todas as profissões, há pessoas que são excelentes no que fazem e muitos deles não recebem qualquer benefício por isso. Conheço muita gente assim e todos eles TÊM que pagar impostos, não podem alegar os bons serviços prestados à pátria.

Este país é uma rebaldaria e a vontade que dá é arranjar outro, mandar um mapa do parlamento à Al-qaeda ou então descobrir como se consegue fugir aos impostos.

O que é um português?


A propósito de um comentário do Kaos ao poste anterior.

Existirá tal? Vivi quase toda a vida no Porto, conhecia o Minho e o Marão e fui primeiro à “estranja” do que ao Sul de Portugal. Lembro-me perfeitamente de explicar o que era um português, como vivia, como se comportava em situações – tipo. Tinha tudo em caixinhas e não era assim tão complicado falar deste assunto a espanhóis e a alemães.
Mas também me recordo de que as caixinhas ficaram completamente desarrumadas consoante as sucessivas férias me foram levando cada vez mais a Sul. Quantas vezes dei comigo a pensar: ‘determinada característica não é portuguesa, é do Porto [sentido lato – eu vivia em Gaia, mas quem gravita à volta da cidade do Porto, quando está fora, diz sempre que é do Porto, não sei se acontece o mesmo a quem reside, por exemplo, na Amadora, mas gostava de saber]! Afinal, os portugueses não são ASSIM. Estes portugueses são muito diferentes dos portugueses que eu conheço.’ Ora, confesso que isto me causa alguma inquietação.
Um lisboeta, um alentejano, um transmontano, um portuense, um minhoto, serão todos portugueses da mesma maneira? O que raio é um português?

sábado, julho 08, 2006

Ruas do Porto

Sim, eu sei, será talvez um pouco excessivo falar tanto sobre o mesmo assunto. Mas está a dar-me um ataque de "portice", que é que querem?

Aqui vai um linque para uma página com fotos esplendorosas das ruas do Porto.O olhar por trás da lente é de José Paulo Andrade.

A Cidade Surpreendente

Por causa desta decepção com os aliados descobri hoje mais um novo blogue: A Cidade Surpreendente . Tem um poste sobre os Aliados, antes e depois, ilustrado com fotografias eloquentes sobre o que ali se passou. Aliás, a primeira fotografia que aqui no Muro publiquei, apesar de me ter chegado por mail, veio de lá... Peço desculpa ao Carlos Romão.

É um blogue sobre o Porto e os seus encantos. Aconselho a visita (ao blogue e ao Porto), vejam também o texto e as fotos sobre o novo Cinema Batalha - parece que ressuscitou e bem.

É pena que não se ressuscite, mesmo ao lado, o café Águia d'Ouro. Dizem que o Camilo o frequentava e que era muito bonito. Seria uma boa acção devolverem mais este edifíco à cidade.

P.S. Vejam também A Outra Face da Cidade Surpreendente.

sexta-feira, julho 07, 2006

Pequenos filmes

Começa amanhã a 14ª edição do FESTIVAL INTERNACIONAL de CURTAS METRAGENS de VILA DO CONDE.

Sou um fã incondicional deste festival desde a sua aparição.

Podem ver o programa aqui.

A não perder!

Para memória futura



















Estão a ver isto? Já não está lá. E isto:










Também não. Pelo que, é oficial: não gosto do que fizeram à minha Avenida. Primeiro deram-me cabo do café (o Aviz), depois dos Leões e da Cordoaria, a seguir da Batalha, agora é a Avenida. Eu até sou a favor do progresso, como diria o meu pai. Até compreendo que me tirem aquelas maravilhosas e frondosas árvores porque esburacaram tudo para o Metro e eu entendo a necessidade do Metro, se entendo! O que eu sofri por não haver metro!!!

Agora porquê darem cabo da relva, dos canteiros, dos bancos de jardim?? Para expulsarem os pombos e as poucas pessoas que com eles iam passeando pela baixa? Então , parabéns, tomem lá a medalha, conseguiram. Só vi pessoas a passar, hoje, não vi ninguém a passear Avenida abaixo, não vi crianças atrás de pombos e gentes a dar pão aos pombos. Depois venham-me dizer que "o Porto está deserto", "é só escritórios". Claro, as pessoas precisam de ver árvores, de ouvir pássaros, de imaginar que ainda não está tudo perdido.

É este o Porto que querem? Então, há ainda que eliminar: o Jardim de São Lázaro (tem coreto, lago, árvores a mais, é uma porcaria!), o Jardim da Arca d´Água também e, por favor, não se esqueçam dos Jardins do Palácio de Cristal que estão a impedir o pessoal de Cedofeita de ver o rio. Por falar em rio, aquela Ribeira é outra porcaria, é só gente a dizer palavrões e drógados. Eu deitava aquilo abaixo e fazia um D´Ouro Shopping, pra japonês ver...

O que vale é que fugi a tempo.

terça-feira, julho 04, 2006

Coreia do Norte


A Coreia do Norte disparou três mísseis sobre o Mar do Japão. Um responsável do Pentágono disse, entretanto, que estão em causa mísseis Scud e não os de longo alcance, que tem sido o foco da preocupação internacional. Os EUA já reagiram, afirmando que se trata de uma «provocação».
in: TSF

Independence day

segunda-feira, julho 03, 2006

Porto Sem Sentido















Hoje mandaram-me esta imagem. Dizem-me que é da Avenida dos Aliados. Não acredito. Mas, pelo sim, pelo não, quando for ao Porto fecharei os olhos ao passar por aqui.

domingo, julho 02, 2006

Meredith Monk

Meredith Monk ,no Teatro Aveirense, dia 7 de Julho.

Medronho, compro-te o bilhete?

***

Oblivion

Pronto, ganhámos outra vez.

Vamos continuar a não ter notícias televisivas, a não ser em rodapé. O povo vai continuar a preocupar-se com o circo, sem querer saber do pão. E eu já não posso ver bandeiras portuguesas - dão-me "gómitos".
Sim, eu sei que as pessoas têm que se divertir e que ter uma certa dose de prazer na vida. Mas incomoda-me toda esta mobilização por causa de uma coisa como o mundial de futebol. Queria ver pessoas com bandeiras a dizer: "Governem-nos como deve ser" ou "Queremos mais árvores e menos incêndios" ou "Resolvam o problema no Médio Oriente JÁ!!!" Mas não. É só bandeiras de futebol - não as confundam com bandeiras de Portugal. Ainda hoje vi na TV um cachecol que tinha escrito "amo-te Portugal". Ora, eu gostava de saber se quem o exibia queria mesmo dizer aquilo, ou se queria dizer apenas "amo-te selecção nacional de futebol" ou "estou bêbado como o carago" ou coisa que o valha. É que eu tenho uma teoria que nós não amámos de facto o nosso país, se o amássemos mesmo teríamos deixado a coisa chegar ao ponto a que chegou?

Se eu não soubesse, diria que este campeonato do mundo tinha sido uma coisa orquestrada pelo Sócrates ou pelo Bush para nos distrair do essencial, já repararam na quantidade de coisas graves e sérias que se estão a passar no mundo e às quais ninguém dá atenção, se é que sobre as mesmas chega a ser informado?...

sexta-feira, junho 30, 2006

Cocorosie

As irmãs Casady vão estar 2ª feira na Casa das Artes de Famalicão.
O preço do bilhete é de 10 euros.

A não perder!

Esteva conto com a tua presença.

Quem não tem cão, caça com gato


Bandeira inglesa formada por automóveis Foto@Lusa/EPA/Alessandro Della Bella
Trabalhadores da Toyota de Dervyshire, no Reino Unido, passaram dois turnos de doze horas a estacionar 400 Toyota Yaris para criar uma Cruz de S. Jorge, que ocupa uma área de 80x40 metros, de forma a mostrar o seu apoio à selecção inglesa no Mundial.

quinta-feira, junho 29, 2006

Destruição pública de bebidas alcoólicas


Foto@Lusa/EPA/Arshad Arbab

No Paquistão, um dos países por onde passa a principal rota de tráfico de droga, a polícia prepara-se para destruir centenas de garrafas de bebidas alcoólicas.

sábado, junho 24, 2006

O Jogo Mais Emocionante da História

Monty Python - International Philosophy

Uma boa notícia

Presidente filipina assinou decreto
para abolição de pena de morte
24.06.2006 - 09h17 Lusa

A Presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, assinou hoje a lei que decreta a abolição da pena de morte no seu país, na véspera da sua viagem ao Vaticano.

In Publico online de hoje.

quinta-feira, junho 22, 2006

Ai TIMOR


Xanana Gusmão está prestes a demitir-se de Presidente da mais NOVA democracia do mundo.
Se ele levar a avante tal intento, não sei o que sucederá a TIMOR.

(viva o Petróleo! viva o gás natural! viva a austrália, a indonésia, e as empresas ligadas aos combustiveis naturais)

Solstício de Verão

quarta-feira, junho 21, 2006

VAMPIROS

(TEXTO retirado de um mail)

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.

A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em «oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços», incluindo «despesas de manutenção nas contas à ordem».

As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre «racionalização e eficiência da gestão de contas», o «estimado/a cliente» é confrontado com a informação de que, para «continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção», terá de ter em cada trimestre um «saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras» associadas à respectiva conta.

Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.

É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 343,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio de EUR 3,57 (três euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar «despesas de manutenção» de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.

O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma sordície vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.

Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.

Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso a quem se aplicam como uma luva as palavras sempre actuais dos «Vampiros» de Zeca Afonso:

«Eles comem tudo / eles comem tudo / eles comem tudo e não deixam nada.»

Medite e divulgue . . .

(presumo que seja um ritual de TODOS os Bancos)

sábado, junho 17, 2006

O Santo-Populódromo

Eu até gosto do povo especialmente se tomado individualmente. Acho-lhes piada, sabem ditados populares completamente extraordinários que usam no dia-a-dia por dá cá aquela palha, sabem quando plantar as alfaces, como pagar o favor de termos posto areia no campo do vizinho durante um ano (não é com uma garrafita de qualquer coisa cara, é arando-lhe o campo, aprendam!).

Mas.

Hoje fui acordada às SETE da manhã com foguetes - sem grande esforço, lá conciliei o sono. Às OITO E COISA ouço do lado de fora da MINHA casa uma daquelas bandas populares muito afinaditas e tudo a brindarem-me com qualquer coisa que o cérebro não reconheceu. Lá conciliei outra vez, pensei "moça, põe-te fina, festa é festa e eles até tocam bem, tem lá paciência..." e tentei acalmar o moço, que estava com ar de não perceber se eles estavam a tocar na sala ou mesmo dentro do quarto.

Passado mais um tempinho de sono começo a ouvir qualquer coisa sobre o bacalhau de alguém, sobre bater o pé, sobre uma tipa a queimar sardinhas, TUDO ISTO EM MEGAFONES DISPOSTOS DE MODO A QUE NÃO HOUVESSE ALMINHA VIVA QUE PUDESSE DORMIR! O pior é que a festa só acaba na segunda-feira à noite. Emigro? Migro? Vou comprar uma G-3? Chamo a TVI?

Já tomei, que remédio, o pequeno-almoço e ao som destas músicas inomináveis tive aquilo que considero ser uma BOA ideia: em todos os concelhos do país devia ser criado um SANTO-POPULÓDROMO! Uma coisa tipo Palácio de Cristal, para onde se levasse a música, as bifanas, as sardinhas, os marmelinhos, em suma tudo. E eu poderia finalmente dormir. Se houver mais uns queixosos fazemos uma petição, certo?

sexta-feira, junho 16, 2006

Paraíso-Quase-Perfeito

Aqui, no Paraíso-Quase-Perfeito, há pirilampos aos magotes e acabei de ver uma joaninha!!! Lembram-se? Que maravilha!

p.s. Em contrapartdia, a minha relva está a transformar-se em agriões ou coisa parecida...

quinta-feira, junho 15, 2006

Sublinhados

"Tratem-me por Ismael. Há alguns anos atrás - não interessa quando- achando-me
com pouco ou nenhum dinheiro na carteira, e sem qualquer interesse em particular
que me prendesse à terra firme, apeteceu-me voltar a navegar e tornar a ver o
mundo das águas. É uma maneira que eu tenho de afugentar o tédio e de normalizar
a circulação. Sempre que que sinto um sabor a fel na boca; sempre que a minha
alma se transforma num Novembro brumoso e húmido; (...) e, principalmente,
quando a neurastenia se apodera de mim de tal modo que preciso de todo o meu bom
senso para não começar a arrancar os chapéus de todos os transeuntes que
encontro na rua - percebo então que chegou a altura de voltar para o mar, tão
cedo quanto possível. É uma forma de fugir ao suicídio. Onde, com um gesto
filosófico, Catão se lança sobre a espada, eu, tranquilamente, meto-me a bordo."


Início de Moby Dick, de Herman Melville, trad. por Alfredo Margarido e Daniel Gonçalves
(Em inglês é muito mais bonito, mas esta tradução está óptima, ao que me parece.)

Também estava capaz de me meter num navio baleeiro...

terça-feira, junho 13, 2006

Línguas (clássicas) mortas (?)

PETIÇÃO EM FAVOR DAS LÍNGUAS CLÁSSICAS EM PORTUGAL

Uma estranha convergência de erros, omissões, opções (umas deliberadas,
outras ocasionais) e medidas avulsas dos sucessivos governos tem vindo a
confinar o ensino das línguas clássicas a um pequeno reduto, que quase
parece um ghetto.

Se nada for feito (e tendo em conta, além do mais, as repetidas ameaças
decorrentes de constrições orçamentais), chegaremos à estranha situação
de não formar, em Portugal, classicistas, o que significará, a médio
prazo, que não haverá, entre nós, quem estude as nossas raízes
greco-romanas, componente primordial da nossa identidade cultural. Seria
como se, passivamente, aceitássemos que os apelidos de família fossem
apagados do nosso nome e do nosso bilhete de identidade. A verdade é que
uma sociedade que renega as suas raízes renega-se a si própria e ao seu
futuro, já que não há futuro sem passado.

Por tudo isso, convido-vos a assinarem esta petição, em favor dos estudos
clássicos em Portugal.

http://www.PetitionOnline.com/classici/petition.html

(Este texto foi retirado de um mail dinâmico)

sábado, junho 10, 2006

A Bandeira

Se um escolar qualquer me pedir, eu ponho na varanda a minha bandeira de portuguesa orgulhosa por no meu país ter nascido Luís Vaz de Camões. Nunca o merecemos, mas tivemos muita sorte. Apetecia-me pôr aqui outra vez aquele poema do Jorge de Sena , mas vou-me controlar, pois vou querer repeti-lo tantas vezes.

Aqueles claros olhos que chorando

Aqueles claros olhos que chorando
ficavam, quando deles me partia,
agora que farão? Quem mo diria?
Se porventura estarão em mim cuidando?

Se terão na memória, como ou quando
deles me vim tão longe de alegria?
Ou se estarão aquele alegre dia,
que torne a vê-los, na alma figurando?

Se contarão as horas e os momentos?
Se acharão num momento muitos anos?
Se falarão co as aves e cos ventos?

Oh! bem-aventurados fingimentos
que, nesta ausência, tão doces enganos
sabeis fazer aos tristes pensamentos!
Luís de Camões

Luís de Camões

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida;

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!

Dia de Camões

do Autor ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.

Luís de Camões

Sublinhados

“No hay delito mayor que el que se comete contra la cultura de un pueblo. Borrar deliberadamente las huellas de una civilización es un acto vegonzoso, pero hacerlo por intereses bastardos, disfrazados de ideales democráticos es un crimen contra la humanidada. Mirar hacia outro lado es olvidar nuestros origenes y dejar que esta indignidad pueda volverse contra nosotros.”

Joan Font (encenador) da peça "Las Mil y Una Noches", representada pela companhia Els Comediants

ELS COMEDIANTS

Que percebo eu disto? Nada, como de quase nada. Sei que adoro teatro e literatura e quinta-feira fui ao TEATRO!!!!!!!!!!! Ver uma peça que unia as duas coisas magnificamente!!! E nem as maiúsculas nem os pontos de exclamação exprimem o prazer que me deu assistir ao que assisti, nessa noite, no Teatro Aveirense, apesar da sua sala desoladamente meia-vazia.

No palco, Senhores, a companhia catalã “ELS COMEDIANTS” representou “As Mil e Uma Noites” num cenário que lembrava o “Fahrenheit 451”, mas que não evocava a ficção - antes a realidade da destruição da Biblioteca de Bagdad quando a cavalaria chegou para trazer a democracia, trazendo Guantanamo em vez disso… Os personagens tentam salvar dos escombros, das cinzas, o que resta da memória do mundo e é então que aparece uma Sherazade de agora que lembra a outra e as suas histórias. Com cor, movimento, luz e sombra fez-se um espectáculo crítico, divertido, complexo e simples, BELÍSSIMO, como é muito raro poder ver em Portugal. BRAVÍSSIMO!!!!

P.S. O Teatro Aveirense, que tem tido uma excelente programação, recebeu esta EXTRAORDINÁRIA companhia catalã. E que fizeram os aveirenses? Ficaram em casa! Eu ainda fiz barulho por vários e gritei “bravos” na altura dos aplausos para disfarçar o vazio da pequena sala, mas o silêncio estranho das cadeiras vazias perante uma das melhores companhias de teatro que existem é vergonhoso. É nestas alturas que os tipos que são contra a arte arranjam argumentos para dizer: estão a ver, o povo não gosta, dê-se-lhes televisão que é mais barato e sobra mais para os shoppingues centeres.

Já agora, escrevam ao Teatro Aveirense, ao Cineclube Aveirense, ao Rivoli, ao São João, e peçam-lhes que vos enviem as programações. Eles enviam DE GRAÇA, GRÁTIS, SEM PAGAR NADA, por mail ou por correio à moda antiga. A câmara de Santa Maria da Feira também o faz e a de Estarreja também, (até a de Albergaria me manda umas quatro páginas A45, em que na secção “cultura” aparecem as recolhas de sangue…). E assim ficamos a saber que um dia podemos sair de casa e voltar em estado de graça como eu me senti, no final do espectáculo de quinta!

Estes fritzes!

Do Público online de hoje:

Selecção esteve mais de uma hora retida numa auto-estrada

Gilberto Madaíl critica organização do Mundial
por atraso na viagem para Colónia

A selecção portuguesa de futebol ficou hoje retida durante uma hora e um quarto na auto-estrada entre Marienfield e Colónia, onde amanhã se estreia no Mundial de futebol da Alemanha, frente a Angola. O presidente da federação afirmou estar-se perante "uma organização à alemã" e que, se fosse ao contrário, Portugal seria considerado "um país do Terceiro Mundo".

Os alemães são mesmo um povo estúpido!

Em primeiro lugar, no dia anterior a esta coisa do mundial de bola no pé começar, em Munique, um jornalista da Antena Um manifestava a sua estranheza por não se notar "nada" nas ruas. O mesmo "profissional", no dia seguinte, partilhava connosco a sua felicidade por já se "notar". Isto é, aqueles fritzes não pararam a vida deles por causa do evento-rei. Incrível! Aposto que se calhar pensam que isto é apenas um campeonato do mundo, 'tá-se mesmo a ver.

Agora, os salsichas deixam que a nossa selecção de deuses fique parada no trânsito, como se não fossem deuses, como se a vida deles valesse tanto como a de qualquer mortal. Diz o sr. Madaíl (que ganha montes de dinheiro dos meus impostos - e não só- sem que eu consiga perceber bem porquê, e depois de este extraordinário comentário, ainda percebo menos), diz o homem que é uma "organização à alemã". Pois é, ó sor madaíl, para eles são todos iguais perante a lei, eu já lá estive e vi essa coisa estranha. Imagine que os peões páram no vermelho e que os condutores, quando são insultados ao volante, dirigem-se à esquadra mais próxima para fazer queixa (às vezes levam atrelada uma portuguesa agarrada à barriga de tanto rir) e depois o insultuoso recebe uma multa de cem contos (ao tempo) que vai inteirinha para a Amnistia Internacional. Ora tome!!

Com estes tipos não se brinca, a lei, quando nasce é para todos, e se a auto-estrada entupiu , entupiu para todos , mesmo para aqueles que levavam um rei na barriga e que o estavam quase a parir...

quinta-feira, junho 08, 2006

F. W. Murnau


No domingo passado fui ver o filme "Aurora" do F. W. Murnau.
Para mim Murnau está associado ao filme "Nosferatus". É o melhor realizador do filme-saga Drácula. Para mim (quiça) o melhor filme alemão/europeu. Para mim um dos melhores realizadores de todos os tempos.

Sinopse: Jóia do cinema mudo e um dos mais belos filmes da História do Cinema, este é o primeiro filme americano do alemão F. W. Murnau. É uma história de amor e reconciliação, "a song of two humans" como diz o subtítulo de filme. Um agricultor tenta afogar a mulher, seduzido por uma mulher da cidade, mas desiste no último momento. Ela foge para a cidade, mas ele segue-a para provar o seu amor.
in: Público, por Mário Jorge Torres - 11-10-2005

Outras obras: Nosferatu - 1922: O último dos homens - 1924; Fausto - 1926; Aurora - 1927.

terça-feira, junho 06, 2006

06/06/06

Hoje é dia 06 do mês 06 do ano 06, ou seja 666.
Este número é o da Besta (?)

Ta dito.

Não sei se é nem me interessa, mas como toda a gente fala nele....

domingo, junho 04, 2006

Por uma boa causa

A Maria Poeiras faz bijuterias para ficarmos mais bonitos por dentro e por fora. Vão espreitar:

http://www.mariabiju.blogspot.com/

sábado, junho 03, 2006

Hoje, ganhei o dia

Cantiga partindo-se

Senhora,partem tão tristes
Meus olhos, por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
Tão doentes da partida,
Tão cansados, tão chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
Tão fora de esperar bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

João Roiz de Castelo Branco (séc. XV)

Professora: Reparem nas hipérboles que servem para sublinhar a intensidade do amor e da dor da partida!
Aluno ( de catorze anos, sério, e com aquele brilho nos olhos): Professora, pode não ser um exagero, pode ser verdade...

Digam lá que hoje não ganhei o dia?

Saudades da Liberdade

sexta-feira, junho 02, 2006

Dia Nacional do Cão


Ontem um proposta na Assembleia da República aguçou os ouvidos dos presentes. A proposta do PSD para se criar o Dia Nacional do Cão.

E já agora para quando o Dia Nacional do Gato, do piriquito, do caracol, da lesma, dos sapos, dos burros, etc, etc. Não se pode criar descriminações!

Assim vai a nossa vida parlamentar.