Por opção da mulher,
por Frei Bento Domingues, O. P.
04/02/2007
1.Estava já nas últimas páginas da tese e doutoramento de Vítor Coutinho, defendida na Universidade de Münster (Alemanha) - que investiga o paradigma da fecunda interacção entre Bioética e Teologia, terminando com o elogio da interrogação (1) -, quando fui surpreendido com as respostas ao inquérito do DN (30/01/2007): "Concorda ou não que, na defesa dos seus princípios, a Igreja Católica se envolva directamente na campanha do referendo?" Cinquenta e oito por cento rejeita o envolvimento da Igreja e trinta e quatro por cento apoia a sua intervenção.
Donde virá tanta alergia à intervenção da Igreja Católica, identificada abusivamente com a hierarquia?
Circula, há muito, a opinião de que a Igreja tem uma resposta dogmática, irreformável, para todos os problemas sem se preocupar com as perguntas e com os dramas das pessoas, sobretudo no campo da ética sexual. Ainda agora, na carta aos párocos e paroquianos da diocese de Lisboa sobre o referendo, o cardeal-patriarca expressa, logo no primeiro ponto, uma norma que, segundo alguns, não deixa espaço para o esclarecimento e para a liberdade de consciência: "A doutrina da Igreja sobre a vida, inviolável desde o seu primeiro momento, obriga em consciência todos os católicos. Estes, para serem fiéis a Igreja, não devem tomar posições públicas contrárias ao seu Magistério. O esclarecimento que os católicos são chamados a fazer sobre esta questão tem de ter em conta também os critérios de fidelidade à Igreja.
"Os problemas de consciência nem sempre foram resolvidos desta maneira. Nem é preciso recuar até S. Tomás de Aquino. Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, quando era professor de Tubinga, escreveu um texto, pouco antes da Humanae Vitae (1968), que Hans Küng, seu colega e amigo, transcreve, agora, nas suas Memórias. Só posso deixar, aqui, um fragmento: "Acima do papa, como expressão da autoridade eclesial, existe ainda a consciência de cada um, à qual é preciso obedecer antes de tudo e, no limite, mesmo contra as pretensões das autoridades da Igreja."
Dir-se-á que o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e actual Papa já teve práticas pouco conformes a esta sua luminosa afirmação. Mas não podemos ignorar que, de modos diferentes, toda a Igreja é docente e discente. Esta interacção é, muitas vezes, esquecida para se pensar, apenas, na palavra da hierarquia e na dos leigos que a reproduzem.
2.A corrente laicista, que deseja a Igreja fechada na sacristia, não creio que seja maioritária na sociedade portuguesa, apesar do nosso passado anticlerical. Mas a grande alergia à presença activa da Igreja talvez resulte da ideia de que ela quer fazer da sociedade e do espaço público uma sacristia. As declarações e posições pouco católicas de certos movimentos, personalidades e de alguns padres dão a impressão de quererem entregar à repressão do Estado, do Código Penal, dos tribunais, da polícia, da cadeia, as suas convicções morais - isto é, parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento, para percorrerem todos os caminhos necessários até chegarem a uma decisão bem informada, responsável, prudencial, no sentido que a virtude da prudência, virtude da decisão bem informada, tem em Aristóteles e Tomás de Aquino.
Ora, como escreveu o prof. Vital Moreira, "quando se fala em "despenalização" de certa conduta, tanto no discurso leigo como na linguagem jurídico-penal, o que se pretende é retirá-la do âmbito do direito penal e do Código Penal, ou seja, da esfera dos crimes e das respectivas penas. (...) Só a legalização proporcionará condições para fazer acompanhar a decisão de abortar de um mecanismo obrigatório de reflexão da mulher que o pretenda fazer" (2). E nunca se deve confundir o que é legal com o que é moral.
Como dizia Tomás de Aquino, só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal, porque é mal, e fazemos o bem, porque é bem, não porque está proibido ou mandado. Todo o trabalho que a Igreja tem a fazer é, precisamente, o de ajudar as pessoas a caminharem para esse ponto de lucidez. Esclarecer as consciências não é formatá-las, não é impor-lhes uma outra consciência, não é aliená-las. Quando, nas condições e no prazo referidos, se chama "assassinas" às mulheres que recorrem ao aborto - que a Igreja e qualquer pessoa de bom senso desejam que nunca venha a acontecer -, pode estar-se a insultar, exactamente, as que sofrem os dramas que acompanham essas decisões dolorosas. A resposta ao referendo não deve extravasar o âmbito da pergunta aprovada.
3. Em última análise, a grande suspeita em relação à pergunta do referendo está neste fragmento da frase: "por opção da mulher." E porquê? Porque se julga que as mulheres não são de confiança. No entanto, foi a elas que a natureza confiou a concepção e o desenvolvimento da vida humana, durante nove meses.
Para os cristãos, esta desconfiança em relação às mulheres deveria ser insuportável. Não se lê, no Novo Testamento, que a Incarnação redentora ficou para sempre dependente da decisão de uma mulher, Maria de Nazaré (Lc l, 26-38)? Não foram as mulheres - e, segundo a cultura do tempo, não podiam testemunhar em tribunal - que são apresentadas, nos seus textos fundadores, como as grandes testemunhas do processo de Jesus? Não foram elas que testemunharam que Ele estava vivo, quando os Apóstolos já tinham concluído que estava tudo acabado? Não foi Maria Madalena a escolhida, por Jesus ressuscitado, para evangelizar os Apóstolos, para os convocar para a missão (3)?
E certo que os homens, logo que puderam, as subalternizaram. E, até hoje, por serem mulheres, estão, à partida, excluídas de serem chamadas para os ministérios na Igreja.
No debate sobre o referendo, receio que a Igreja - ao não dar sinais claros de respeito pelo pluralismo no seu interior - perca, uma vez mais, a ocasião de se manifestar verdadeiramente católica.
(1) Vítor Coutinho, Bioética e Teologia. Que paradigma de interacção?, Coimbra, Gráfica de Coimbra, 2005.
(2) PÚBLICO, 30/01/2007.
(3) Cf. Maria Julieta Mendes Dias/Paulo Mendes Pinto, A Verdadeira História de Maria Madalena, Lisboa, Casa das Letras, 2006
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Via ecológica: óleos vegetais usados
E depois há o problema dos óleos usados: já todos recebemos por mail aquela mensagem que nos aconselha a colocá-los dentro de uma garrafa de óleo velho para depois a juntarmos ao lixo "normal". Mas fica sempre um grilinho falante na consciência a dizer: mas o que farão ao óelo? Não será o meu gesto apenas ... um gesto inútil?
Bem, a B. mandou-me duas informações preciosas sobre este assunto:
Bem, a B. mandou-me duas informações preciosas sobre este assunto:
- O Jumbo de Aveiro recebe gratuitamente essas garrafas para entregar para reciclagem (excelente ideia! SenhorBelmiro, veja lá que o Continente e afins estão a ficar para trás.)
- A B. também descobiru uma empresa que faz recolha de óleos usados. Basta telefonar e eles fornecem-nos um recipiente próprio para depósito do óleo. Quando o contentor estiver cheio, vêm buscá-lo para o reciclar. Não custa muito, pois não? Então espreitem aqui e vão dando conta da experiência.
Via Ecológica: poupar água
O Venus também me enviou esta informação:
existe um sistema de torneiras que permite, aparentemente, poupar água até 90.000 litros/ano (cálculo para uma família de 4 pessoas) e reutilizar a água do duche e lavatório para a máquina de lavar roupa, autoclismo ou regar o jardim.
Cliquem aqui e ... passem palavra!
existe um sistema de torneiras que permite, aparentemente, poupar água até 90.000 litros/ano (cálculo para uma família de 4 pessoas) e reutilizar a água do duche e lavatório para a máquina de lavar roupa, autoclismo ou regar o jardim.
Cliquem aqui e ... passem palavra!
Jardineira Vegetariana
Ingredientes:
1 xícara de proteína de soja texturizada tamanho grande(casas de produtos naturais)
2 tomates
1 cebola
1 dente de alho
molho shoyu
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
1/2 xícara de salsa e cebolinha picados
10 azeitonas(dê preferência por sem caroços)
1 chuchu descascado e cortado em pedaços
1 batata descascada e cortada em pedaços
150gr de abóbora sem caroços, descascada e cortada em pedaços
1 cenoura descascada e cortada em pedaços.
Modo de Preparo:
Em uma vasilha coloque a proteína de soja texturizada de molho em 3 xícaras de água fervente. Quando ela inchar (leva uns 20 minutos) tirar e espremer para sair a água. Se fornecessário corte ela em 3 partes para parecer pedacinhos de carne. Reserve.
Em uma panela coloque a cebola e o alho para refogar com uma colher de sopa de azeite. Logo em seguida jogue a proteína de soja texturizada e 2 colheres (sopa) de shoyu. Acrescente o sal, a pimenta do reino, as azeitonas e os legumes. Cubra os legumes com água e deixe cozinhar até que eles fiquem macios.
Deixe secar o caldo até onde você achar necessário.
Salpique a salsa e a cebolinha e sirva com arroz branco.
Dica: Deixe a abóbora por cima, pois ela cozinha muito rápido.
Rendimento: 3 pessoas
IN: http://www.bemcomer.com.br/maurorebelo/2006/receita_13_04.html
1 xícara de proteína de soja texturizada tamanho grande(casas de produtos naturais)
2 tomates
1 cebola
1 dente de alho
molho shoyu
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
1/2 xícara de salsa e cebolinha picados
10 azeitonas(dê preferência por sem caroços)
1 chuchu descascado e cortado em pedaços
1 batata descascada e cortada em pedaços
150gr de abóbora sem caroços, descascada e cortada em pedaços
1 cenoura descascada e cortada em pedaços.
Modo de Preparo:
Em uma vasilha coloque a proteína de soja texturizada de molho em 3 xícaras de água fervente. Quando ela inchar (leva uns 20 minutos) tirar e espremer para sair a água. Se fornecessário corte ela em 3 partes para parecer pedacinhos de carne. Reserve.
Em uma panela coloque a cebola e o alho para refogar com uma colher de sopa de azeite. Logo em seguida jogue a proteína de soja texturizada e 2 colheres (sopa) de shoyu. Acrescente o sal, a pimenta do reino, as azeitonas e os legumes. Cubra os legumes com água e deixe cozinhar até que eles fiquem macios.
Deixe secar o caldo até onde você achar necessário.
Salpique a salsa e a cebolinha e sirva com arroz branco.
Dica: Deixe a abóbora por cima, pois ela cozinha muito rápido.
Rendimento: 3 pessoas
IN: http://www.bemcomer.com.br/maurorebelo/2006/receita_13_04.html
domingo, fevereiro 04, 2007
Via Ecológica
Já todos sabemos (ou devíamos saber) que a água é um recurso absolutamente precioso que nós, europeus, temos à nossa disposição com uma facilidade tal que nos tornamos inconscientes da sua importância e dos nossos desperdícios. A mim causa-me algum mal-estar usar a água potável que me chega pelas torneiras para regar as plantas, para as descargas do autoclismo, para lavar o pátio, o carro ou a roupa. Não me parece correcto, atendendo a que há demasiada gente no mundo que não tem acesso a água potável para beber. Desde que me mudei para este sítio maravilhoso, comecei a pensar que seria perfeito aproveitar as águas da chuva para todas essas circunstâncias em que á agua não necessita de ser potável.
Sabendo destas preocupaçãoes, o meu bom amigo Venus mandou-me este linque (cliquem, se fazem o favor) sobre uma empresa que fabrica reservatórios para recolher as águas que caem dos céus e as aproveitar, seja em casa com jardim, sem jardim, em condomínios e até em empresas.
Fazemos um favor ao ambiente e poupamos no consumo de água! Ah, esta empresa tem ainda sistemas domésticos (se bem entendi) de produção de biodiesel e de tratamento de águas residuais (ETARs) e ainda recolhe óleos vegetais usados.
Cada vez temos menos desculpas para os nossos desperdícios - e ainda bem!
p.s. eu sei que é publicidade, mas é por uma boa causa.
Sabendo destas preocupaçãoes, o meu bom amigo Venus mandou-me este linque (cliquem, se fazem o favor) sobre uma empresa que fabrica reservatórios para recolher as águas que caem dos céus e as aproveitar, seja em casa com jardim, sem jardim, em condomínios e até em empresas.
Fazemos um favor ao ambiente e poupamos no consumo de água! Ah, esta empresa tem ainda sistemas domésticos (se bem entendi) de produção de biodiesel e de tratamento de águas residuais (ETARs) e ainda recolhe óleos vegetais usados.
Cada vez temos menos desculpas para os nossos desperdícios - e ainda bem!
p.s. eu sei que é publicidade, mas é por uma boa causa.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
Para fazer pensar no sim
1.
As razões do meu sim
Voto sim porque a mulher tem o direito a decidir por si sobre o seu corpo, a sua vida, a sua gravidez.
Voto sim porque nenhuma mulher merece ser presa por abortar.
Voto sim porque uma criança só deve nascer se tiver pais que a desejem, a acarinhem, a amem. Pais que tenham possibilidade de proporcionar uma vida feliz e digna a essa criança, sem maus-tratos, fome, tristeza, abandono.
Voto sim porque acredito que um erro de contracepção de dois jovens não deve marcar a sua vida para sempre ao obrigá-los a serem pais quando ainda não sabem o que querem da vida.
Voto sim porque há mulheres e homens com vidas tão difíceis e cruéis em que um filho só viria aumentar as dificuldades.
Voto sim porque sou pai de duas fantásticas meninas e sei o quanto é preciso querer um filho para lhes poder proporcionar um crescimento saudável e não reconheço essa capacidade em muita gente.
Voto sim porque o aborto é um acto tão física e psicologicamente duro que ninguém o faz sem ponderar muito.
Voto sim para acabar com o negócio do aborto clandestino e das suas consequência para as mulheres.
Voto sim porque os métodos contraceptivos por vezes falham.
Voto sim porque algumas das "futuras" crianças iriam ser criadas por familias tão incompetentes e em tão grande crise de afectos que não merecem tal vida (que em muitos casos é mais uma questão de sobrevivência)
Voto sim porque a tão apregoada alternativa não existe. As instituições de acolhimento são poucas e se algumas funcionam bem, outras são depósitos de crianças. E quanto à adopção, todos sabemos os entraves da lei para quem quer adoptar.
Finalmente voto sim porque não devo ser eu a decidir pelos outros e sim cada uma das mulheres e seus parceiros. E só votando sim lhes dou essa possibilidade.
Colocado por patologista no Propriedade Privada
2.
Num tom mais irónico, mas igualmente muito interessante, os textos de Filipe Castro no Oeste Bravio (este e este).
As razões do meu sim
Voto sim porque a mulher tem o direito a decidir por si sobre o seu corpo, a sua vida, a sua gravidez.
Voto sim porque nenhuma mulher merece ser presa por abortar.
Voto sim porque uma criança só deve nascer se tiver pais que a desejem, a acarinhem, a amem. Pais que tenham possibilidade de proporcionar uma vida feliz e digna a essa criança, sem maus-tratos, fome, tristeza, abandono.
Voto sim porque acredito que um erro de contracepção de dois jovens não deve marcar a sua vida para sempre ao obrigá-los a serem pais quando ainda não sabem o que querem da vida.
Voto sim porque há mulheres e homens com vidas tão difíceis e cruéis em que um filho só viria aumentar as dificuldades.
Voto sim porque sou pai de duas fantásticas meninas e sei o quanto é preciso querer um filho para lhes poder proporcionar um crescimento saudável e não reconheço essa capacidade em muita gente.
Voto sim porque o aborto é um acto tão física e psicologicamente duro que ninguém o faz sem ponderar muito.
Voto sim para acabar com o negócio do aborto clandestino e das suas consequência para as mulheres.
Voto sim porque os métodos contraceptivos por vezes falham.
Voto sim porque algumas das "futuras" crianças iriam ser criadas por familias tão incompetentes e em tão grande crise de afectos que não merecem tal vida (que em muitos casos é mais uma questão de sobrevivência)
Voto sim porque a tão apregoada alternativa não existe. As instituições de acolhimento são poucas e se algumas funcionam bem, outras são depósitos de crianças. E quanto à adopção, todos sabemos os entraves da lei para quem quer adoptar.
Finalmente voto sim porque não devo ser eu a decidir pelos outros e sim cada uma das mulheres e seus parceiros. E só votando sim lhes dou essa possibilidade.
Colocado por patologista no Propriedade Privada
2.
Num tom mais irónico, mas igualmente muito interessante, os textos de Filipe Castro no Oeste Bravio (este e este).
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Um mau passo para os americanos, um péssimo passo para a humanidade
"Feixe de energia provoca sensação de queimadura e paralisa movimentos
Pentágono apresenta arma revolucionária
25.01.2007 - 19h42 Rita Siza , em Washington
O Departamento da Defesa norte-americano (Pentágono) apresentou hoje um novo e “revolucionário” sistema de defesa destinado a controlar multidões e a repelir ataques em grupo. O Active Denial System, também conhecido por Heat Ray, consiste no disparo de um feixe de energia que provoca uma sensação intensa de queimadura, suficiente para paralisar os movimentos do inimigo, sem contudo provocar danos permanentes nos indivíduos atingidos."
Aqui está uma arma que aparentemente é óptima, "controla as multidões e os ataques em grupo" sem grandes efeitos para a saúde física dos indivíduos. Então o que me preocupa? A sua utilização para controlar manifestações. Estou perfeitamente a ver manifestações como as que houve contra a invasão do Iraque ou as acções do Greenpeace, por exemplo, a serem controladas por esta via. Com armas destas há o perigo real de os governos as utilizarem para coarctar o direito dos cidadãos a manifestarem-se contra as suas medidas. São armas contra a democracia e pouco podemos fazer contra elas - excepto estarmos atentos para impedirmos que voltem para nós o seu feixe "inócuo".
Pentágono apresenta arma revolucionária
25.01.2007 - 19h42 Rita Siza , em Washington
O Departamento da Defesa norte-americano (Pentágono) apresentou hoje um novo e “revolucionário” sistema de defesa destinado a controlar multidões e a repelir ataques em grupo. O Active Denial System, também conhecido por Heat Ray, consiste no disparo de um feixe de energia que provoca uma sensação intensa de queimadura, suficiente para paralisar os movimentos do inimigo, sem contudo provocar danos permanentes nos indivíduos atingidos."
Aqui está uma arma que aparentemente é óptima, "controla as multidões e os ataques em grupo" sem grandes efeitos para a saúde física dos indivíduos. Então o que me preocupa? A sua utilização para controlar manifestações. Estou perfeitamente a ver manifestações como as que houve contra a invasão do Iraque ou as acções do Greenpeace, por exemplo, a serem controladas por esta via. Com armas destas há o perigo real de os governos as utilizarem para coarctar o direito dos cidadãos a manifestarem-se contra as suas medidas. São armas contra a democracia e pouco podemos fazer contra elas - excepto estarmos atentos para impedirmos que voltem para nós o seu feixe "inócuo".
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Os "valores morais"...
...dos não.
Já há muito referenciados.
Não
Às relações sexuais cujo objectivo não vise a procriação.
Não
À educação sexual nas escolas.
Não
À educação sexual dos filhos no lar materno/paterno.
Não
À utilização de métodos anticonceptivos.
Não
À utilização do preservativo.
Não
À procriação medicamente assistida.
Não
À interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Jagunços entram noutras histórias…
-----------------
Nenhuma mulher deve ser presa, ficar doente, ou morrer, por abortar
EU VOTO! SIM.
O autor destes dois textos é o Zé, do Blogue do Zé. E pu-los aqui porque os subscrevo inteiramente. Sobre este assunto, ler também o Propriedade Privada.
Já há muito referenciados.
Não
Às relações sexuais cujo objectivo não vise a procriação.
Não
À educação sexual nas escolas.
Não
À educação sexual dos filhos no lar materno/paterno.
Não
À utilização de métodos anticonceptivos.
Não
À utilização do preservativo.
Não
À procriação medicamente assistida.
Não
À interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Jagunços entram noutras histórias…
-----------------
Nenhuma mulher deve ser presa, ficar doente, ou morrer, por abortar
EU VOTO! SIM.
O autor destes dois textos é o Zé, do Blogue do Zé. E pu-los aqui porque os subscrevo inteiramente. Sobre este assunto, ler também o Propriedade Privada.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
David Beckham
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Mosaico do Vouga

O que vale é que neste país há um lugar assim, para gente com muita sorte.
As fotos e a montagem são do Venus e do Tom.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Cicarelli
Ontem foi um "dia negro" para o Brasil.
Proibiram o vídeo "erótico" (?) da Daniela Cicarelli passasse no site YouTube. Pior, cortaram o acesso (total) ao site YouTube. Ninguém no Brasil podia fazer ligação é este site. Um autentico apagão!
Foi um dia de CENSURA à moda antiga.
Passem pelos "blogues" brasileiros para verem a celeuma que está a dar este tema. E não estou a falar do vídeo, mas sim do "ACTO de CENSURA"!
Parece que o fruto proibido...é o mais apetecido!
p.s.: claro está, muita boa gente (no brasil) andou a ganhar dinheiro à custa...dos curiosos! Os tais "experts", "fura redes"...
Proibiram o vídeo "erótico" (?) da Daniela Cicarelli passasse no site YouTube. Pior, cortaram o acesso (total) ao site YouTube. Ninguém no Brasil podia fazer ligação é este site. Um autentico apagão!
Foi um dia de CENSURA à moda antiga.
Passem pelos "blogues" brasileiros para verem a celeuma que está a dar este tema. E não estou a falar do vídeo, mas sim do "ACTO de CENSURA"!
Parece que o fruto proibido...é o mais apetecido!
p.s.: claro está, muita boa gente (no brasil) andou a ganhar dinheiro à custa...dos curiosos! Os tais "experts", "fura redes"...
sábado, janeiro 06, 2007
Estou enjoada deste país
ou a fúria dos justos:
"Trabalho desde os 19 anos ininterruptamente, sustentando com o meu marido uma família. Pago impostos colossais e dos serviços públicos nada recebo a não ser exigências cada vez mais desmedidas, total incompetência e irresponsabilidade, e resmas de papéis para preencher e de impostos, taxas e contribuições de todos os tipos para pagar. Acompanhei - e estou ainda a acompanhar - até à morte os velhos da minha família, sem qualquer ajuda dos serviços públicos, e a custos astronómicos.
Não sou ainda uma pessoa conformada: peço ajuda, sugiro, reclamo, na medida das minhas forças e do tempo disponível. Mas não suporto mais a surdez, a indiferença, a cobardia e a arrogância de quem é suposto servir-nos, que pagamos a custos astronómicos e que há muito se esqueceu da sua função e obrigação primeira! Sinto-me desiludida, espoliada e indignada! Estou farta de sustentar parasitas de todos os tipos e de não poder contar com nada, a não ser a minha família e eu própria. E aviso: "Cuidado com a fúria dos justos". Estamos a atingir o limite da tolerância. Estamos fartos, fartos, fartos! "
(Rosário Vasconcelos, utente dos STCP, certamente enjoada e enojada com este país.)
"Trabalho desde os 19 anos ininterruptamente, sustentando com o meu marido uma família. Pago impostos colossais e dos serviços públicos nada recebo a não ser exigências cada vez mais desmedidas, total incompetência e irresponsabilidade, e resmas de papéis para preencher e de impostos, taxas e contribuições de todos os tipos para pagar. Acompanhei - e estou ainda a acompanhar - até à morte os velhos da minha família, sem qualquer ajuda dos serviços públicos, e a custos astronómicos.
Não sou ainda uma pessoa conformada: peço ajuda, sugiro, reclamo, na medida das minhas forças e do tempo disponível. Mas não suporto mais a surdez, a indiferença, a cobardia e a arrogância de quem é suposto servir-nos, que pagamos a custos astronómicos e que há muito se esqueceu da sua função e obrigação primeira! Sinto-me desiludida, espoliada e indignada! Estou farta de sustentar parasitas de todos os tipos e de não poder contar com nada, a não ser a minha família e eu própria. E aviso: "Cuidado com a fúria dos justos". Estamos a atingir o limite da tolerância. Estamos fartos, fartos, fartos! "
(Rosário Vasconcelos, utente dos STCP, certamente enjoada e enojada com este país.)
Estou enjoada deste país
É nisto que dá ler o jornal, ouvir rádio ou ver televisão. Só apetece vomitar a pátria para a sanita e ir ali ao Norte comprar outra. Estou a começar a ter fortes arrepios de pessimismo com o que vou lendo e ouvindo.
- O governo aumenta os impostos da gasolina, mas não obriga as gasolineiras a baixar os preços, ainda que o gasóleo esteja neste momento a 55 dólares por barril, ou seja, a preços de Junho de 2005.
- O governo criva-nos de impostos directos e indirectos mas recusa-se a criminalizar o enriquecimento ilícito.
- O governo quer esvaziar os sistemas públicos de ensino e o de saúde, supõe-se que para os entregar a preço de saldo aos pivados.
- O governo (e a oposição!) atiram-se a Ana Gomes por ela insistir que algo cheira muito mal na questão dos presos de Guantanamo que terão passado pelas Lajes.
- Etc, etc, etc.
Para isto não era preciso governo, nem era preciso eleições, nem eram precisos partidos com a palavra "socialismo" no nome ou nos estatutos. O Santana Lopes ou o Paulo Portas não teriam feito melhor.
Estou enjoada deste país
do Público de hoje:
"Qual torre de Pisa, o edifício Austral, em Quarteira, desviou-se cerca de 30 centímetros da vertical desde a sua construção, há cerca de cinco anos." O dono da obra, entretanto, desapareceu. A Câmara diz que o alvará de licença de utilização foi passado com base na declaração do técnico responsável pela obra em como garante que a construção está de acordo com o projecto por si feito. Declarações do técnico, a propósito de um defeito grave de construção: "O betão foi efectuado por uma empresa da especialidade, não estive lá nesse dia".
Mais um caso em que me cheira que quem se lixa são os tansos dos portugueses que acreditam na boa fé dos outros.
"Qual torre de Pisa, o edifício Austral, em Quarteira, desviou-se cerca de 30 centímetros da vertical desde a sua construção, há cerca de cinco anos." O dono da obra, entretanto, desapareceu. A Câmara diz que o alvará de licença de utilização foi passado com base na declaração do técnico responsável pela obra em como garante que a construção está de acordo com o projecto por si feito. Declarações do técnico, a propósito de um defeito grave de construção: "O betão foi efectuado por uma empresa da especialidade, não estive lá nesse dia".
Mais um caso em que me cheira que quem se lixa são os tansos dos portugueses que acreditam na boa fé dos outros.
Estou enjoada deste país
do Público de hoje:
"A morte de seis náufragos à beira de uma praia e de uma criança deixada nas mãos de uma família perigosamente disfuncional - tendo sido accionados os serviços responsáveis por prevenir e salvaguardar estas situações, mas que não actuaram por pura incúria - vem demonstrar como o Estado falta em situações em que não devia nem podia falhar." (São José Almeida) Leiam este artigo, pois não lhe posso acrescentar nada, a não ser que o resultado da leitura pode ser uma frase como a que intitula este poste.
"A morte de seis náufragos à beira de uma praia e de uma criança deixada nas mãos de uma família perigosamente disfuncional - tendo sido accionados os serviços responsáveis por prevenir e salvaguardar estas situações, mas que não actuaram por pura incúria - vem demonstrar como o Estado falta em situações em que não devia nem podia falhar." (São José Almeida) Leiam este artigo, pois não lhe posso acrescentar nada, a não ser que o resultado da leitura pode ser uma frase como a que intitula este poste.
Estou enjoada deste país
do público de hoje:
"A direcção de programação da RTP decidiu transferir todos os tempos de antena, emitidos fora do período eleitoral, das 20h00 para as 19h00. A alteração significa que esses programas passarão a ser vistos por metade da audiência habitual, ou seja, terão menos 500 mil espectadores do que quando eram transmitidos minutos antes do início do telejornal." Vá lá, não incomodemos muito as pessoas com informação não tratada primeiro por nós, disseram os membros da direcção, as pessoas já sabem mais do que deviam saber. Pão e circo chegam perfeitamente.
"A direcção de programação da RTP decidiu transferir todos os tempos de antena, emitidos fora do período eleitoral, das 20h00 para as 19h00. A alteração significa que esses programas passarão a ser vistos por metade da audiência habitual, ou seja, terão menos 500 mil espectadores do que quando eram transmitidos minutos antes do início do telejornal." Vá lá, não incomodemos muito as pessoas com informação não tratada primeiro por nós, disseram os membros da direcção, as pessoas já sabem mais do que deviam saber. Pão e circo chegam perfeitamente.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Caxinas

Caxinas está em LUTO, hoje vão a enterrar 3 Homens do MAR.
Todos os anos há Homens das Caxinas que morrem no mar. Muitos deles não são referenciados pelos meios de informação/comunicação. Não há ano que não morra um pescador em Espanha. Ainda este ano já faleceram 2.
Hoje é mais um dia de luto. Um dia de Tristeza para toda a comunidade piscatória de Caxinas. É uma dia de Emoções. É uma dia de Revolta. É uma dia em que os pescadores dizem adeus a mais 3 colegas de profissão.
O que aconteceu na praia da Nazaré, só acontece em paises subdesenvolvidos. É lamentável que não haja meios de socorro junto às praia, e portos marítimos. É lamentável que se VEJA morrer 6 pessoas da praia, e a revolta pela impotência dos que pretendiam ajudar. É lamentável que se viva num país onde ninguém é culpado.
Só lamento a perda de 6 vidas de Homens do Mar, da minha terra, CAXINAS!
Caxinas é a maior Comunidade Piscatória do país. E depois!?!? NADA!
Enfim!!
p.s: a Igreja Paroquial das Caxinas é uma estrutura de um BARCO, em homenagem a TODA a Comunidade piscatória. Quem não conhece, faça o favor de visitar.
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