Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
sexta-feira, maio 19, 2006
Mário de Sá Carneiro
Quase
quarta-feira, maio 17, 2006
Petição contra os bancos
Toda a gente sabe o que são os bancos e como funcionam. São aquelas empresas que pagam pouquíssimos impostos (se pagam), que têm lucros fabulosos em tempo de crise e que passam a vida a abusar da nossa paciência e da nossa boa-fé, apesar de precisarem muiito do nosso dinheiro.
Ora, estas empresas estão a preparar-se, ao que parece, para nos cobrar uma comissãozita por cada levantamento que façamos nas caixas multibanco, coisa pouca... para eles. Isto é um perfeito disparate pois, ao usarmos as caixas automáticas, estamos a poupar dinheiro aos bancos em empregados ao balcão, certo?
Enfim, recomendo por isso a assinatura desta petição , tal como recomendo todas as medidas necessárias para fazer ver aos bancos que os tipos também têm muito a perder com esta fantástica medida. Por exemplo, usar sempre que possível os balcões ou então utilizar os serviços bancários apenas se não for possível guardar o dinheiro em casa. Aceitam-se outras sugestões.
Ora, estas empresas estão a preparar-se, ao que parece, para nos cobrar uma comissãozita por cada levantamento que façamos nas caixas multibanco, coisa pouca... para eles. Isto é um perfeito disparate pois, ao usarmos as caixas automáticas, estamos a poupar dinheiro aos bancos em empregados ao balcão, certo?
Enfim, recomendo por isso a assinatura desta petição , tal como recomendo todas as medidas necessárias para fazer ver aos bancos que os tipos também têm muito a perder com esta fantástica medida. Por exemplo, usar sempre que possível os balcões ou então utilizar os serviços bancários apenas se não for possível guardar o dinheiro em casa. Aceitam-se outras sugestões.
terça-feira, maio 16, 2006
segunda-feira, maio 15, 2006
Insónia
Passa-se o domingo de volta dos amigos, do jardim e do quintal. Ignora-se muito trabalho chato em cima da secretária. Sabe tão bem! Pudera a vida ser sempre assim. Depois de jantar, despacha-se algum do trabalho, mas como se adia o mais aborrecido, mas premente, para o dia seguinte a consciência começa a latejar. Resultado: cinco e meia da matina, ainda não dormi e já ouço os pássaros a acordar.
sábado, maio 13, 2006
Sofia Coppola
É actualmente a melhor realizadora de cinema. Apenas com 2 (muito bons) filmes - "as virgens suicidas", e "o amor é um lugar estranho" - é já considerada por muitos a "maior", a mais promissora, a mais capaz de dar a volta ao marasmo reinante em Hollywood.
O seu próximo filme promete "Maria Antonieta".
Encontrei o trailler do filme no blogue do Kafka. Podem vê-lo também aqui: Maria Antonieta .
(a música é dos New Order)
Fiquemos a aguardar que chegue às salas portuguesas.
O seu próximo filme promete "Maria Antonieta".
Encontrei o trailler do filme no blogue do Kafka. Podem vê-lo também aqui: Maria Antonieta .
(a música é dos New Order)
Fiquemos a aguardar que chegue às salas portuguesas.
Le Monde Diplomatique
Foi com tristeza que ontem recebi a carta da Administração da versão portuguesa do Le Monde Diplomatique a anunciar o fim da edição deste prestigioso jornal em Portugal.
Causas? Dificuldades económicas. Falta de leitores. Falta de assinantes. Patrocinadores...
Sou assinante deste jornal em versão portuguesa desde o seu 1º número. Era um jornal mensal, que eu lia com muito gosto. Um jornal com grande qualidade. Um jornal com uma visão diferente do mundo. Um excelente jornal.
Tenho pena do seu fim tão prematuro. Mas, é a vida. Sem dinheiro, por boa que seja a ideia, não vinga!
Causas? Dificuldades económicas. Falta de leitores. Falta de assinantes. Patrocinadores...
Sou assinante deste jornal em versão portuguesa desde o seu 1º número. Era um jornal mensal, que eu lia com muito gosto. Um jornal com grande qualidade. Um jornal com uma visão diferente do mundo. Um excelente jornal.
Tenho pena do seu fim tão prematuro. Mas, é a vida. Sem dinheiro, por boa que seja a ideia, não vinga!
sexta-feira, maio 12, 2006
Desejo Súbito
de rever o último filme de Joseph von Sternberg, A Saga de Anathan (ou Anatahan). Nem se consegue comprar na net. Será que alguém mo empresta?...
Livro à sexta

O Jogador - Fiódor Dostoiévski
Sinopse: «O Jogador» foi publicado em 1866, ano em que saiu também «Crime e Castigo», volume que inaugurou esta colecção das obras de Fiódor Dostoiévski, sendo também a primeira a ser traduzida directamente do russo. Passado na Alemanha, num ambiente de casinos, Aleksei Ivánovitch destaca-se como figura principal - um jovem com um forte sentido crítico em relação ao mundo que o rodeia, mas carente de objectivos, que descobre em si a paixão compulsiva pelo jogo. Dostoiévski expõe as personagens nas suas motivações mais íntimas, com humor e ironia, criando uma obra simultaneamente viva e profunda, na melhor tradição dostoievskiana. O fascínio torturado dos jogadores adequa-se genialmente ao tratamento de temas caros ao autor, e ainda o descontrolo e o desespero, as paixões que raiam a loucura e a solidão sem perspectivas, além de uma análise social impiedosa, por vezes satírica. O Jogador, uma das obras mais lidas deste autor, tem muito da experiência do próprio Fiódor Dostoiévski, que também foi um jogador compulsivo durante vários anos.
quinta-feira, maio 11, 2006
Sublinhados
" Um estado totalitário verdadeiramente «eficiente» será aquele em que o todo-poderoso comité executivo dos chefes políticos e o seu exército de directores terá o controlo de uma de uma população de escravos que será inútil constranger, pois todos eles terão amor à sua servidão. Fazer que eles a amem, tal será a tarefa, atribuída nos estados totalitários de hoje, aos ministérios de propaganda, aos redactores-chefe dos jornais e aos mestres-escolas."
Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo (trad. Mário Henrique Leiria), escrito em 1931
Não se poderá aplicar esta reflexão ao pouco admirável mundo em que passamos os dias? A estes regimes chamados "democráticos" em que vivemos e de que gostamos de nos orgulhar? Receio bem que sim. É só eliminar a palavra "totalitário(s)" e substituir "escravos" por "indivíduos"...
Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo (trad. Mário Henrique Leiria), escrito em 1931
Não se poderá aplicar esta reflexão ao pouco admirável mundo em que passamos os dias? A estes regimes chamados "democráticos" em que vivemos e de que gostamos de nos orgulhar? Receio bem que sim. É só eliminar a palavra "totalitário(s)" e substituir "escravos" por "indivíduos"...
A queima
Não gosto da queima nem de trajes académicos. Sei do que falo, pois já por lá andei e abjurei. Daquilo que me lembro, e por aquilo que observo, este tipo de "tradições" tem como razão profunda o exibicionismo parolo de uma pseudo-superioridade social dos estudantes em relação ao comum dos mortais. O povo sai à rua para ver os seus filhos serem doutores - e a fazerem figuras de asnos... Lembro-me bem de gente deitada pelas ruas, com a corzinha do seu curso na lapela, bêbada a pontos de não se conseguir levantar e sendo apenas capaz de sorrisos bovinos.
Depois há a questão dos "concertos", que intervalam algumas bandas de qualidade com outras de vergonhosa extracção, para além de obrigarem toda uma cidade a ouvir essas idiotices até altas horas da noite (sempre tive pena de quem morava perto.)
A verdade é que um curso superior não é sinal de coisa nenhuma, hoje em dia (se é que alguma vez o foi), e muito menos de superioridade intelectual. Quem dera! Quanto livros se leriam a mais , se assim fosse. Que diferentes seriam os resultados eleitorais. Que diferente seria a nossa televisão. O estudante universitário médio é o infeliz reflexo do português médio que mata e morre nas estradas, que foge aos impostos e que exige que nos seus cheques, antes do nome, venha o "dr.", sobretudo se por direito não o tem.
Depois há a questão dos "concertos", que intervalam algumas bandas de qualidade com outras de vergonhosa extracção, para além de obrigarem toda uma cidade a ouvir essas idiotices até altas horas da noite (sempre tive pena de quem morava perto.)
A verdade é que um curso superior não é sinal de coisa nenhuma, hoje em dia (se é que alguma vez o foi), e muito menos de superioridade intelectual. Quem dera! Quanto livros se leriam a mais , se assim fosse. Que diferentes seriam os resultados eleitorais. Que diferente seria a nossa televisão. O estudante universitário médio é o infeliz reflexo do português médio que mata e morre nas estradas, que foge aos impostos e que exige que nos seus cheques, antes do nome, venha o "dr.", sobretudo se por direito não o tem.
terça-feira, maio 09, 2006
Não deixes pra amanhã o que podes fazer HOJE
Soube AGORA pelo segundo andamento do falecimento de um GRANDE HOMEM - Monsenhor Manuel Amorim - poveiro. Para mim foi um amigo e um Magister - na genealogia, e na historiografia poveira.
Muito obrigado por TUDO.
p.s.: estive para ir a casa dele em Dezembro...e adiei, adiei, adiei....e AGORA é tarde! :(
Muito obrigado por TUDO.
p.s.: estive para ir a casa dele em Dezembro...e adiei, adiei, adiei....e AGORA é tarde! :(
Os males da Democracia

A democracia é o pior dos regimes políticos ... exceptuando todos os outros.
Winston Churchill tinha razão ao fazer esta afirmação.
Hugo Chávez propõe referendo para ficar no poder até 2031.
Pretende ficar no poder mais 25 anos.
Num discurso com apoiantes Cháves lança o repto: " Farei um referendo. Vou perguntar-vos, a todo o povo, se concorda com Cháves ser Presidente até 2031"
sexta-feira, maio 05, 2006
wehavekaosinthegarden
Descobri um blogue absolutamente genial, dêem-lhe uma olhada, sobretudo às suas fantásticas fotomontagens:
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/
A minha preferida é a do Cavaco com pele de ovelha.
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/
A minha preferida é a do Cavaco com pele de ovelha.
Edward Hopper
Gosto muito de Edward Hopper. Não foi amor à primeira vista, pois os seus quadros são perturbadores e até algo incómodos, mas é agora justamente essa característica que me faz apreciá-lo mais. São quadros "fatias de vida", como se fossem instantâneos da vida real, em que o que sobressai mais é a dificuldade de comunicação entre as personagens que representa. Estas estão invariavelmente enquadradas por cenários urbanos e frios e as suas feições são quase sempre inidentificáveis, como se pudessem ser qualquer um de nós, a braços com a nossa própria solidão no meio da turbamulta. Em muitos deles, a pessoa olha em frente parecendo esperar algo que a salve, mas a sua atitude corporal é a da imobilidade, a de quem no fundo sabe da inutilidade dos gestos.
Peço desculpa
Caros amigos,
Sou uma novata nisto dos blogues e, sem saber bem como, accionei uma opção chamada "moderate comments". Acabei de verificar que isso significa que as pessoas só podem publicar se eu ou o Medronho autorizarmos... Ora, isto é um disparate completo, uma espécie de censura prévia inaceitável! A culpa é minha e da minha mania de andar a ver como é que esta coisa dos blogues funciona... Já autorizei todos os comentários (sem os ler, claro) e desactivei essa coisa da moderação. Peço desculpa a todos. Moderação é coisa que há já a mais, por isso: força, toca a opinar!
Sou uma novata nisto dos blogues e, sem saber bem como, accionei uma opção chamada "moderate comments". Acabei de verificar que isso significa que as pessoas só podem publicar se eu ou o Medronho autorizarmos... Ora, isto é um disparate completo, uma espécie de censura prévia inaceitável! A culpa é minha e da minha mania de andar a ver como é que esta coisa dos blogues funciona... Já autorizei todos os comentários (sem os ler, claro) e desactivei essa coisa da moderação. Peço desculpa a todos. Moderação é coisa que há já a mais, por isso: força, toca a opinar!
Livro à sexta

Uma deusa na bruma - João Aguiar. edições asa, 2003.
"Em meados do século II a.c., as gentes de Entre-Douro-e-Minho viviam, com razoável inconsciência os derradeiros anos da sua civilização. No Leste e no Sul da Península Ibérica, a República Romana já se implantara e as suas legiões procuravam alargar esse domínio, mas a Noroeste a ameaça parecia longínqua, tanto mais que os Numantinos e os Lusitanos mostravam ser um formidável obstáculo ao avanço romano, sobretudo a partir do momento em que um certo guerreiro, chamado Viriato, assumira a chefia da resistência lusitana.
Mas, de súbito, estes obstáculos caem: Numância submete-se, ainda que temporariamente, e Viriato é morto à traição. E o procônsul Décimo Júnio Bruto marcha para Norte, passa o Tejo, entra na Lusitânia e aproxima-se das margens do Douro."
É este o cenário histórico de Uma Deusa na Bruma, cuja accção é contemporânea da de um outro romance do autor, a Voz dos Deuses, mas centrada agora, na Cividade de Terroso (Póvoa de Varzim), procurando evocar o que seria a civilização castreja na fase imediatamente anterior à romanização.
A não perder!
quinta-feira, maio 04, 2006
Do meu panteão pessoal
Ai, Timor!
Parece que os timorenses andam outra vez aos tiros, desta vez em guerras intestinas e muito pouco nobres. Ora, isto dá-me raiva. Já se esqueceram, esses que agora matam e são mortos, do sangue derramado pela liberdade? A arraia-miúda não se esqueceu: ao primeiro susto fugiram instintivamente aos milhares para os sítios do costume - as igrejas, os conventos e as montanhas onde encontravam refúgio quando o inimigo era a musculada ditadura do Suharto.
Prevalecerá o bom senso? Conseguirá Xanana acalmar os ânimos? É desanimador! Mas eu confio no Xanana, um dos meus heróis de carne e osso. Paciência e persistência, amigo, "resistir é vencer".
Segurança social
Para mim esta questão está muito mal contada. Ainda não consegui perceber muito bem o que se passa com a segurança social em Portugal.
Explico: para mim é estranho que vários governos não soubessem que a esperança de vida dos portugues estava a aumentar. Que os salários de muitos "gestores" eram/são enormes. E que até aqui não tenham encontrado nenhuma solução, a não ser castigar os futuros e actuais pensionistas e reformados.
Para mim é estranho que "antigamente" quando os governos detinham várias empresas nacionalizadas o dinheiro dava para tudo. Agora que o actual governo quer vender tudo, com que despesas fica a não ser com a Segurança Social? Se vender a parcela da PT, da EDP, dos CTT, da CP, Brisa..... Ficando sem as enormes despesas anuais, esse dinheiro não dá para "ajudar" a equilibrar as contas da Segurança Social?
Já sei que este problema não é só português. Mas afinal o que se passa? Quem me consegue explicar?
Parafraseando Fernando Pessoa: "não entendo nada de finanças...."
Explico: para mim é estranho que vários governos não soubessem que a esperança de vida dos portugues estava a aumentar. Que os salários de muitos "gestores" eram/são enormes. E que até aqui não tenham encontrado nenhuma solução, a não ser castigar os futuros e actuais pensionistas e reformados.
Para mim é estranho que "antigamente" quando os governos detinham várias empresas nacionalizadas o dinheiro dava para tudo. Agora que o actual governo quer vender tudo, com que despesas fica a não ser com a Segurança Social? Se vender a parcela da PT, da EDP, dos CTT, da CP, Brisa..... Ficando sem as enormes despesas anuais, esse dinheiro não dá para "ajudar" a equilibrar as contas da Segurança Social?
Já sei que este problema não é só português. Mas afinal o que se passa? Quem me consegue explicar?
Parafraseando Fernando Pessoa: "não entendo nada de finanças...."
quarta-feira, maio 03, 2006
Tábua rasa

Se há sítios onde gosto de estar, é no cimo de uma (alta) montanha.
Este fim de semana estive com o grupo UM PAR DE BOTAS em Sanabria, mais precisamente em Peña Trevinca.
Sentir que todo o esforço da subida valeu a pena. Sentir a beleza ao redor. Sentir que somos o centro de uma pequeno universo. Sentir que podemos voar. Sentir uma série de emoções que só os que lá vão, sentem! Vale bem apena.
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